O ator mexicano Diego Luna apresentou esta terça-feira (19) uma iniciativa que convida a sociedade do seu país a agir com respeito após as eleições de 1 de julho para reconciliar os cidadãos após um processo eleitoral que esteve especialmente marcado pela polarização e violência.

O apelo, chamado "El día después" [O dia seguinte], é apoiada pelos mexicanos vencedores do Óscar: os realizadores Alejandro González Iñárritu, Alfonso Cuarón e Guillermo del Toro, bem como o diretor de fotografia Emmanuel Lubezki.

"Vamos levantar-nos aqui, a 2 de julho, para acompanharmos, nos protegermos, nos ajudarmos e nos encontrarmos", disse Luna em uma entrevista coletiva na Cidade do México.

"Trata-se de baixar o ímpeto de confronto e de entrar na reflexão, que é o que uma eleição pede de nós", explicou Luna numa conferência de imprensa na Cidade do México onde explicou que a ideia a partir de 2 de julho é que os cidadãos sejam acompanhados, protegidos, ajudamos e conciliados.

A iniciativa também é impulsionada por outros rostos conhecidos da cultura no México, como a diretora da Orquestra Sinfónica de Queensland, Alondra de la Parra, os atores Gael García Bernal e Luis Gerardo Méndez, assim como as cantoras e compositoras Natalia Lafourcade e Julieta Venegas.

"El día después" resume-se num manifesto que fala da busca da tolerância, de exercer uma atitude crítica com os governantes e lutar contra a corrupção.

A poucos dias das eleições nas quais os mexicanos escolherão o sucessor do presidente Enrique Peña Nieto, a violência não para.

Durante o atual processo eleitoral 114 políticos foram assassinados.

"Como estamos a falar de uma eleição que está a dias [de ser realizada] e há 114 candidatos assassinados? Quem garante a nossa segurança? Há uma que podemos garantir, a de cidadãos para cidadãos", destacou Diego Luna, com 38 anos.

Sobre as votações nas próximas eleições, o ator de "Rogue One: Uma História de Star Wars" exortou os mexicanos a fazer um voto responsável e esclarecido.

"O voto é muito importante, é vital, mas é apenas um passo para a democracia, e o que me preocupa é o país onde vamos acordar em 2 de julho, vença quem vencer", concluiu.

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