"Fui surpreendido de forma positiva pela qualidade da música portuguesa. Eu acho que há muitos artistas talentosos, solo ou em grupo, é muito variada. Portugal tem uma cena emergente e muito viva", disse o diretor de programação do festival.

O Eurosonic Noorderslag vai decorrer entre os dias 11 e 14, em Groningen, e é apresentado como uma plataforma de divulgação da música europeia, com concertos, conferências e encontros entre agentes da indústria musical de todo o mundo.

Na última década, o festival dedica cada edição à cena musical de um país europeu e este ano é Portugal o escolhido, com a presença de uma comitiva de cerca de centena de agentes, promotores e músicos e a atuação de cerca de duas dezenas de artistas.

A partir de uma lista de mais de duzentos artistas e bandas, a organização do Eurosonic fez uma primeira seleção de cerca de 80 e uma escolha final de 21.

No Eurosonic vão atuar os :papercutz, a dupla Beatbombers e também DJ Ride a solo, os Best Youth, DJ Firmeza, Emmy Curl, First Breath After Coma, Gisela João (na foto acima), Glockenwise, Holy Nothing, Marta Ren & the Groovelvets, Memória de Peixe, Moonshiners, NEEV, noiserv, Octa Push, Rodrigo Leão, Sam Alone and the Gravediggers, The Almost Perfect Dj, The Gift, The Happy Mess, Throes + The Shine e We Bless This Mess.

Robert Meijerink disse ter ficado impressionado com a atual cena musical portuguesa, e revelou que, nos próximos anos, o Eurosonic contará como mais artistas do que tem acontecido até agora.

"Se se mergulhar nesta lista, percebe-se que é diversificada, tem qualidade e é uma grande oportunidade de promoção para Portugal e, espero eu, para os artistas e para os que estão por detrás deles", disse o programador.

O responsável sublinhou que, além da qualidade - destacando nomes como DJ Firmeza e Gisela João -, os artistas portugueses foram escolhidos pelo sucesso no próprio país, pelas ligações que têm no estrangeiro e pela estrutura que os apoiam.

Robert Meijerink recordou que o Eurosonic é um festival sobretudo para profissionais, em particular para editores e promotores de festivais e espectáculos, "que procuram novos talentos para futuras edições".

"A probabilidade de estar alguém na plateia interessado numa banda é elevada", disse. Por isso deixou uma dica para os artistas portugueses: "Deem um grande concerto e mostrem o que são e o que têm".

"No final o que conta é a atuação. Esperamos que tenhamos amantes de música em frente ao palco, mas também no palco. O Eurosonic não é final de uma carreira, esperamos que seja um novo começo para os artistas que tocam lá, que abra portas ou novos territórios onde possam tocar", disse.

Foto: Rita Sousa Vieira/SAPO On The Hop

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