Em declarações à Lusa, Luís Humberto Marcos, responsável do MNI e curador da mostra de trabalhos de 32 países, que vai ficar na Casa Comum da Universidade do Porto até 18 de setembro, esclareceu que o prémio Einstein, dedicado a caricaturas sobre as teorias do Prémio Nobel da Física em 1921, é um dos galardões “especiais” inseridos no âmbito do festival Porto Cartoon.

Na terça-feira, a esta mostra “real” na Reitoria da Universidade do Porto vai juntar-se, no Museu Virtual do Cartoon, uma exposição “com todos os galardoados e finalistas” da 22.ª edição do Porto Cartoon, cujo primeiro prémio foi atribuído ao cartoonista francês Plantu, publicado regularmente no jornal Le Monde, acrescentou Luís Humberto Marcos.

De acordo com o presidente do MNI, organizador do Porto Cartoon, a “exposição física” da edição deste ano do festival “só deve ser montada depois de setembro”, devido aos condicionamentos provocados pela pandemia de COVID-19.

“Ao início da tarde de terça-feira, será possível ver cerca de 100 dos melhores trabalhos do Porto Cartoon no Museu Virtual”, explicou Luís Humberto Marcos.

Nesta edição do festival cujo tema era “Fome, Pobreza e Desigualdades”, o segundo lugar foi atribuído a Helmut Jacek, da Alemanha, e o terceiro prémio ficou com David Vela, de Espanha.

Em apreciação estiveram mais de 2.600 obras, de cerca de 600 artistas, oriundos de 70 países distintos, de todos os continentes, com a Arábia Saudita pela primeira vez representada.

Quanto às 70 caricaturas de Einstein, a exposição inaugurada hoje pelas 18h00 inclui desenhos vindos da Nova Zelândia até ao México, passando pelo Vietname, China e India, por Angola e Marrocos, bem como por vários países da Europa.

“Brasil, Irão e Portugal são os países mais representados”, observa a organização.

Em comunicado, o MNI observa que “esta latitude geográfica, que abrange 32 países, mostra bem como o Nobel da Física de 1921 espalhou a sua teoria da relatividade pelos mais diversos cantos do mundo”.

“As particularidades científicas de Albert Einstein (1879-1955) figuram em diversas caricaturas, designadamente a descoberta do 'efeito fotoeléctrico' que justificou o Prémio Nobel da Física em 1921”, descreve.

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