Promovido pelo Teatro do Montemuro, este festival multidisciplinar anima, há mais de 20 anos, o verão da pequena aldeia serrana, sendo habitual os cerca de 200 lugares disponíveis ficarem diariamente preenchidos.

Este ano, devido à pandemia de COVID-19, todos os lugares existentes são sentados e sujeitos a marcação prévia.

“A entrada no Espaço Montemuro obriga ao uso de máscara, etiqueta respiratória, higienização das mãos e distanciamento social”, alerta a organização, acrescentando que também é recomendado o uso da máscara nos espetáculos ao ar livre.

O Festival Altitudes, que se baseia na partilha de projetos entre pares e na partilha de espetáculos com o público, arranca no sábado à noite com a apresentação do livro “Campo Benfeito aldeia. teatro. prodígios”, de Abel Neves.

“Quando surgiu esta ideia no coletivo e, posteriormente, colocada ao autor, foi sempre no sentido de não se fazer uma espécie de retrospetiva ou um arquivo cronológico da história da companhia”, explica o Teatro do Montemuro.

O objetivo foi “pegar na história viva do teatro e das pessoas que, de algum modo, contribuíram para a sua existência, juntando a este universo a aldeia com as suas gentes, e transformar esta realidade em algo que possa viajar por encruzilhadas dúbias, que favorece o cruzamento da verdade com a ficção”, acrescenta.

De seguida, o Trigo Limpo Teatro ACERT, de Tondela, apresenta o espetáculo “20Dizer”.

“José Rui Martins e Luísa Vieira partilham o palco num desafio artístico que explora a musicalidade da palavra dita, cantada e teatralizada, voando em múltiplas geografias. Os textos e poemas adquirindo inovadas abordagens teatrais num repertório que se renova em cada apresentação”, avança a organização.

O Festival Altitudes encerra na noite de 15 de agosto, com o espetáculo “Turist (or not turist)”, dos El Tricicle, sobre a realidade dos pacotes turísticos.

“Através do seu sentido de humor, marca registrada dos El Tricile, o espetáculo proporciona situações cómicas com um único objetivo: manter o público rindo a cada 10 segundos”, garante a organização.

O Teatro do Montemuro iniciou a sua atividade em 1990, trabalhando de uma forma experimental até 1995. A ausência de atividades culturais, a falta de oportunidades e o inconformismo levaram um grupo de jovens a investir num projeto que lhes permitisse fixarem-se na sua terra.

A sua identidade artística foi sendo criada com base nas vivências rurais e na partilha humana que, desde o início, o grupo de jovens fez questão de promover.

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