A partir de terça-feira, na freguesia de Marrazes, alunos das escolas básicas, jovens atores amadores e músicos filarmónicos começam a criar peças de teatro sob orientação de profissionais do Leirena, companhia que organiza pelo sexto ano o festival Novos Ventos.

A cada semana, até meados de julho, o mesmo acontece, nas freguesias da Bajouca, Arrabal e Monte Redondo, envolvendo crianças, jovens e adultos na produção de um total de 13 peças de teatro.

No final, o resultado é apresentado ao público num programa mais ambicioso do que nos anos anteriores: em cada freguesia será apresentado um fim de semana recheado de teatro, mas também com a exposição itinerante do artista Nuno Viegas, um ciclo de cinema dedicado ao realizador Jacques Tati e duas produções originais das companhias Lobby Teatro di Due, que estiveram um mês em residência artística em Leiria.

No final de cada domingo, há espetáculo das companhias de teatro profissionais convidadas: Teatro Meridional, Teatro Experimental da Camacha, Chapitô e, de Espanha, Elefante Elegante.

“É a evolução natural do festival. O objetivo é ir melhorando ano a ano, atualizando a oferta para dar resposta às necessidades das populações nas zonas periféricas e rurais do concelho de Leiria a nível performativo e não só”, explicou à agência Lusa o diretor do festival e da companhia Leirena, Frédéric da Cruz Pires.

O festival ganha vida, quando possível, “em espaços ao ar livre, não convencionais e em comunhão com a natureza”, numa missão de “criação de projetos comunitários, com foco na criação de públicos”.

Em contexto de pandemia, o responsável assume que foi “muito complicado” dar vida a um festival que envolve e trabalha com populações de escolas, ranchos, filarmónicas, grupos amadores de teatro e até centros sociais. Mas o Leirena encontrou forma de continuar a envolver também os idosos, motivando-os na produção de curtas-metragens, sem contacto com público.

Esta edição de Novos Ventos serve, ao mesmo tempo, para assinalar dez anos de vida do Leirena, que pretende, “cada vez mais”, assumir-se como um “acelerador cultural para dar apoio a novos projetos”, conclui Fredéric da Cruz Pires.

O programa principal do festival arranca no domingo, com “Feira dell’Arte”, do Teatro Meridional, no Largo das Festas de Marrazes.

Em 27 de junho, na Associação para o Desenvolvimento da Bajouca, é apresentado “One is too many”, pela Compagnia Gruppo di Due, e “As velhas”, pelo Teatro Experimental da Camacha.

“Hamlet”, da Companhia do Chapitô, viaja até ao Centro de Artes do Arrabal, em 04 de julho.

O festival termina em 11 de julho, no pinhal vizinho ao Museu do Casal de Monte Redondo, com “Dreaming Juliet”, da companhia Elefante Elegante.

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