A visita, com início às 15:00, vai ser guiada pela arqueóloga Susana Correia e pelo historiador de arte José António Falcão e permitir aos participantes irem "ao encontro das raízes" do sítio arqueológico, explica a organizadora do festival, num comunicado enviado à agência Lusa.

A cargo do Tiburtina Ensemble, grupo especializado em canto gregoriano, polifonia medieval e música contemporânea, o concerto de abertura do festival, intitulado "Harmonia Celestis: A Corte Divina na Obra de Hildegarda de Bingen", vai decorrer a partir das 21:30, na igreja matriz de S. Cucufate, em Vila de Frades, no concelho de Vidigueira, distrito de Beja.

A primeira etapa do festival deste ano, no âmbito do seu programa de salvaguarda da biodiversidade, vai incluir também uma vista aos laranjais de Vidigueira, no domingo, a partir das 09:30.

Organizado pela associação Pedra Angular, o 16.º Terras Sem Sombra, com o título "Uma Breve Eternidade: Emoções e Comoções na Música Europeia (Séculos XII-XXI)", tem a República Checa como país convidado e vai decorrer até final de julho em 15 concelhos do Alentejo.

A organização já divulgou 12 dos 15 concelhos onde vão decorrer concertos, visitas e iniciativas sobre património material e imaterial e ações de salvaguarda de biodiversidade, nomeadamente Vidigueira, Barrancos, Mértola, Arraiolos, Beja, Ferreira do Alentejo, Sines, Santiago do Cacém, Odemira, Castelo de Vide, Alter do Chão e Viana do Alentejo.

O diretor-geral do festival, José António Falcão, disse à Lusa que ainda vão ser divulgados outros três concelhos onde irão decorrer atividades, nomeadamente o que irá acolher um concerto-surpresa, no dia 13 de junho, e outros dois onde se irão realizar dois concertos para crianças, duas visitas a património e duas ações de salvaguarda de biodiversidade.

Da programação já divulgada, na área da música, em fevereiro, o festival vai incluir concertos do violoncelista espanhol Pedro Bonet, no dia 1, em Barrancos, do cantor espanhol José Hernández Pastor, no dia 15, em Mértola, e da flautista checa Monika Streitová e da pianista portuguesa Ana Telles, no dia 29, em Arraiolos.

Seguem-se os concertos do grupo La Ritirata, no dia 21 de março, em Viana do Alentejo, e, em abril, do húngaro Kállai String Quartet, no dia 4, em Beja, e da soprano filipina Andión Fernandez e do pianista espanhol Alberto Urroz, no dia 18, em Figueira dos Cavaleiros (Ferreira do Alentejo).

Em maio, haverá os concertos do Utopia Ensemble, no dia 2, em Castelo de Vide, do quarteto de clarinetistas Clarinet Factory, no dia 16, em Sines, e do grupo vocal português Os Cupertinos, no dia 30, em Alter do Chão.

Seguem-se, em junho, o concerto-surpresa, no dia 13, e a atuação do checo Smetana Trio, no dia 27, em Santiago do Cacém, e, em julho, o concerto do ensemble checo Musica Florea, no dia 11, em Vila Nova de Milfontes (Odemira).

Na área do património, além da visita à "villa" de S. Cucufate, o festival vai incluir várias iniciativas, como encontros sobre barranquenho, tapetes de Arraiolos e arte chocalheira, e visitas ao legado islâmico em Mértola, às memórias judaicas de Castelo de Vide e ao sítio arqueológico de Miróbriga (Santiago do Cacém).

No âmbito da salvaguarda de biodiversidade, estão previstas várias ações, como as dedicadas à agricultura sustentável em Mértola, ao uso alimentar da bolota em Arraiolos, à produção artesanal da cal na freguesia de Trigaches, em Beja, e à Serra de São Mamede, no Alto Alentejo.

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