Um juiz de Los Angeles rejeitou nesta quarta-feira o processo de assédio sexual movido pela atriz Ashley Judd contra o antigo produtor de Hollywood Harvey Weinstein.

Philip Gutiérrez decidiu que a atriz pode prosseguir com o seu processo por difamação, mas que a acusação de assédio sexual não se enquadra na legislação da Califórnia.

Judd acusa o outrora influente produtor - denunciado por abuso sexual por centenas de mulheres - de ter arruinado a sua carreira devido à sua recusa de ceder ao assédio.

Segundo a ação judicial, Weinstein convenceu o realizador Peter Jackson a não chamar a atriz para o elenco de "O Senhor dos Anéis", garantindo que era "um pesadelo" trabalhar com ela.

O juiz Gutiérrez esclareceu que o assédio é caracterizado por uma relação de trabalho já constituída, o que não foi o caso.

Weinstein pediu em julho o arquivamento do processo afirmando que entre os dois havia um "pacto sexual", no qual "ela deixaria ser tocada se ganhasse um prémio da Academia por um dos seus filmes'".

Judd alegou que o "pacto" remontava há 20 anos, quando o produtor a convidou para o seu quarto num hotel de Beverly Hills e a convidou para vê-lo tomar um banho. O acordo teria sido um artifício para escapar do assédio.

O realizador Peter Jackson confirmou, em dezembro de 2017, que Weinstein fez comentários na década de 1990 para desprestigiar atrizes que depois o acusaram de assédio ou abuso sexual.

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