A exposição apresenta cerca de 80 trabalhos do artista catalão provenientes do antigo Banco Português de Negócios (BPN), foi comissariada por Robert Lubar Messeri, com projeto expositivo de Siza Vieira e inaugurada no final de setembro.

Foi também nesse momento que a Câmara Municipal do Porto anunciou que aquela coleção de obras de Joan Miró iria permanecer na Casa de Serralves, depois de o primeiro-ministro, António Costa, ter revelado que o seu destino permanente seria o Porto.

No final de janeiro, aquando da apresentação da programação de Serralves para 2017, a presidente do Conselho de Administração da fundação, Ana Pinho, disse que até àquela altura tinham visitado a mostra 95 mil pessoas, um nível de adesão que justificou o prolongamento da exposição até junho.

Para acolher as peças de Miró de forma permanente, a Casa de Serralves vai sofrer obras de adaptação, ainda sem data prevista, num projeto desenhado por Siza Vieira, que, em setembro, realçou não prever “grandes transformações”, uma vez que o edifício foi classificado como Imóvel de Interesse Público em 1996 e integra o conjunto da fundação considerado como Monumento Nacional.

“Ainda não temos datas para o arranque das obras, mas será sempre depois de terminar a exposição de Nick Mauss, em setembro, mas não sabemos se acontecerão ainda este ano ou só no início do próximo ano”, disse, em janeiro, Ana Pinho que acrescentou esperar que seja possível abrir o espaço renovado em 2018.

A Casa de Serralves vai acolher, a partir de 22 de junho, uma mostra do norte-americano Nick Mauss, que vai ficar exposta até 24 de setembro.

A coleção de Joan Miró em causa inclui um total de 85 obras, datadas entre 1924 e 1981, nas quais se encontram “desenhos e outras obras sobre papel, pinturas (com suportes distintos)”, além de seis tapeçarias de 1973, uma escultura, colagens, uma obra da série “Telas queimadas” e várias pinturas murais.

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