Centeno toma por referência o “forte peso na tradição cultural” da palavra “melancolia”. “Autor consagrado”, escreve a autora, Letria está “numa fase de maturação já em curso”, em que “as preferências sociais e culturais estão assumidas”.

Segundo a catedrática, a “narrativa mais íntima e saudosa” de Letria evoca “a mãe, o pai, a casa da infância e a própria infância”, que adquiram um lugar “para sempre”, "assim como os grandes autores nacionais e estrangeiros”, entre os quais padre António Vieira, Fernando Pessoa, Italo Svevo, Franz Kafka e Virgina Woolf.

Yvette Centeno afirma que os poemas de Letria se devem situar na linha do dramaturgo Valère Novarina, que escreveu que é sobre o que não devemos falar, que se deve falar, “dar voz ao que tem de ser dito, em vez de calar".

“O Livro Branco da Melancolia” inclui mais de cem poemas de Letria, e é publicado na coleção “Plural” da IN.

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