A edição deste ano do festival é também uma forma de promoção da cidade, a nível internacional, com três dias de concertos, num cartaz feito de contrastes, mas sólido, de acordo com presidente da Câmara do Funchal, Paulo Cafôfo.

"Chegámos aqui a um patamar em que os músicos já querem vir ao Funchal Jazz, e isto diz muito do meio, das revistas de especialidade do jazz, daquilo que é a projeção do Funchal face à qualidade dos músicos que andam pelo mundo todo e conseguem, eles próprios, dar como referência à cidade do Funchal, e isto é uma forma de promovermos a cidade enquanto destino turístico", afirmou Paulo Cafôfo, na apresentação da edição deste ano.

A partir de hoje e até sábado, o Parque de Santa Catarina, no Funchal, volta a ser o local escolhido para seis concertos, distribuídos pelos três dias de festival.

"Será o melhor festival de sempre. Estou convencido de que, nesta edição de 2017, temos uma qualidade extraordinária num modelo que foi definido por esta câmara", afirmou Paulo Cafôfo, ressalvando o concurso público que "permitiu baixar os valores para menos de um terço daquilo que era gasto pela organização deste festival, e com a garantia de qualidade".

Qualidade que diz conseguir ser atingida, olhando aos "prémios internacionais que os músicos recebem", considerando nunca terem estado na Madeira "artistas tão premiados como estes que vêm para os três dias" deste ano.

Hoje, sobem ao palco o acordeonista João Barradas e o saxofonista Greg Osby, compositor e improvisador norte-americano, antes do Saxophone Summit, de Dave Liebman, Joe Lovano e Greg Osby, com o pianista Phil Markowitz, o contrabaixista Cecil McBee e o baterista Billy Hart.

Na sexta-feira, o baterista Rudy Royston, com o seu Orion Trio, é o primeiro a pisar o palco, seguido do guitarrista Kurt Rosenwinkel com a sua Caipi Band.

No sábado, último dia do festival, o palco é para os veteranos Bill Frisel, o guitarrista e o seu trio, e o saxofonista Charles Llyod, com o seu quarteto.

O diretor artístico do festival, Paulo Barbosa, disse na apresentação que a edição deste ano tem solidez.

"Não poderia estar mais contente pela solidez do cartaz e com boas combinações de dois concertos que preenchem cada noite, um contraste muito interessante", afirmou.

Questionado sobre se considera a melhor edição de sempre, recusou a ideia, alegando que seria um "risco" afirmá-lo, porque "uma coisa é programar no papel, outra coisa é o resultado efetivo dos concertos".

Recusou destacar qualquer um dos músicos presentes nos três dias, alegando que qualquer um deles "inspira confiança", independentemente de "outros que eventualmente possam ser mais conhecidos, há mais tempo".

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