Juliette Binoche surpreendeu quem estivesse à espera de uma condenação mais explícita em relação ao antigo Harvey Weinstein, alegamente envolvido em vários casos de violência sexual.

Na conferência de imprensa de abertura do Festival Internacional de Cinema de Berlim, onde preside ao júri que irá atribuir o Urso de Ouro, a atriz declarou que acha ter chegado a altura de acabar com os julgamentos públicos e deixar a Justiça funcionar.

"Quase quero dizer paz para o seu espírito e coração, é tudo. Estou a tentar colocar-me no seu lugar. Acho que já sofreu o suficiente. Muitas pessoas já se posicionaram, inclusive eu. Agora é o tempo de a Justiça fazer o seu trabalho”, comentou sobre o produtor com quem trabalhou em "Chocolate" (2000) e "O Paciente Inglês" (1996), com o qual ganhou um Óscar.

A atitute da atriz acaba por ir no mesmo sentido da posição assumida por vários artistas e intelectuais franceses em relação ao movimento #MeToo. No ano passado, Catherine Deneuve viu-se envolvida em controvérsia ao criticar a "fúria condenatória" das suas colegas americanas em relação ao assédio.

Dezenas de mulheres, a maioria atrizes, acusam o antigo produtor de assério, abuso e violação, mas Binoche não foi uma das suas vítimas.

"Nunca tive problemas com ele, mas podia ver que tinha problemas. Como produtor ele era maravilhoso, a maioria das vezes. Acho que ele era um grande produtor. Não nos devemos esquecer disso, embora tenha sido complicado para alguns realizadores, atores e principalmente atrizes. Apenas quero desejar-lhe paz de espírito e deixar a Justiça fazer o que é preciso ser feito", salientou.

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