O disco, editado pela NorteSul, é o sucessor de “Vem Por Aqui”, registo de estreia lançado em 2013 pela NOS Discos, com o EP “Amor vezes quatro” (2015) pelo meio, e surgiu “a convite da editora depois de conhecer as músicas”, contou à Lusa o vocalista, António Costa, que com Bernardo Barbosa (eletrónica) compõe a dupla.

O álbum, em preparação desde 2015, surgiu “das cinzas” de um trabalho falhado que iriam apresentar numa digressão pelo Brasil e esperam agora conseguir “chegar a mais público e a gente que não está à espera”.

“Sabemos que somos um bocado o patinho mais feio que cá está. Espero que tenham um choque, porque é natural ser diferente, é essa a premissa do projeto, primar pela diferença e deixar as pessoas um pouco desconfortáveis”, disse António, que encontra em “Lo-Fi Moda” um disco com “outras valências, e mais limadas”, em relação a trabalhos anteriores, até porque pressupôs “um processo de autoanálise” do duo.

A temática do álbum segue a intenção de “puxar um pouco o tapete às pessoas”, uma vez que pretende “pôr um espelho em frente às pessoas” e confrontá-las com o próprio comportamento e a presença no mundo virtual.

“Basta descrever o comportamento humano para as pessoas ficarem desconfortáveis. Não estamos a descobrir a pólvora, estamos a confrontá-las com temáticas em que não estão habituadas a pensar”, explicou o vocalista, que considera que o grupo continua a seguir uma lógica “confrontativa e intervencionista” que também estava presente em trabalhos anteriores.

Um dos géneros associados ao grupo de música eletrónica e pop é a música de intervenção e a banda insere-se na temática, mas “a um nível mais interpessoal e introspetivo”, e não num discurso “contra as regras que estão mal, de música de revolução”.

No campo instrumental, a “estrutura da canção e do instrumental foi muito mais trabalhada”, conta o vocalista, que explicou que a criação não está tão dependente “da capacidade vocal e do que o Bernardo consegue fazer para ilustrar isso”.

“Agora somos um bocadinho mais músicos, estamos mais concentrados na parte digital e a passar mais tempo a trabalhar nos instrumentais”, acrescentou.

O primeiro single, lançado há duas semanas, é “Ctrl-c Ctrl-v”, e a banda vai apresentar o álbum ao vivo no âmbito de uma residência artística no Funchal, com um concerto na Estalagem Ponta do Sol, a 8 de julho, antes de o apresentar num concerto de entrada livre no Projéctil, em Braga, onde se estrearam, a 15 de julho.

Depois, os Ermo pretendem “voltar a tocar lá fora”, por considerarem ser este “o primeiro disco que pode ser apreciado fora de portas”, bem como passar por “Lisboa e Porto, e alguns festivais, em setembro, com o disco um pouco mais promovido”.

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