Apesar da pandemia ter adiado os espetáculos de Mastiksoul, o DJ e produtor portugês continua a partilhar canções com os fãs. Nos últimos meses, o artista editou "Pegadito" (com Anselmo Ralph, Blaya e Laton), "Tudo bem" (com Laton) e "Show up" (com Drastic, Wyclef Jean e Noah Powa).

"No início, senti motivação para lançar música, para que as pessoas não deixassem de ter música nova, para ajudar a manter o ânimo", começa por explicar Mastiksoul em conversa com o SAPO Mag.

"Algumas das canções já existiam antes da pandemia. As mensagens das músicas vão de encontro com aquilo que eu gosto, a boa energia, as 'boas vibes'. E, para mim, é sempre importante passar isso às pessoas. Gosto muito das boas energias e acho que estamos a viver uma época muito complicada, independentemente da COVID-19 ou não. Estamos a viver num sociedade é muito complicada", acrescenta.

"Show up" foi o último single editado pelo artista e conta com a colaboração de Drastic, Noah Powa e de Wyclef Jean, antigo membro da banda Fugees. "Na verdade, foram eles que me convidaram, acharam que seria a pessoa certa para, de alguma forma, finalizar a música. Eles gostaram muito e tudo correu bem. A Rita Pereira também participou no vídeo e agradeço-lhe muito. Estou muito feliz por ter trabalhado com um artista tão grande como o Wyclef Jean", confessa Mastiksoul ao SAPO Mag.

Já sobre o cancelamento dos espetáculos, o músico reclama mais apoios para o setor da Cultura. "Quase não há apoios. Numa Europa civilizada, somos os únicos onde a Cultura é a última coisa a ser resolvida. E a Cultura foi a salvação de muita gente durante a pandemia", frisa o artista.

"Para mim, é impossível fazer espetáculos [em salas com o público sentado]. O meu tipo de festas... são festas para dançar, não para estarmos sentados", conta. "Não podemos ter festas onde as pessoas estão num quadrado. A solução é a vacina", sublinha.

O músico adianta que no próximo ano irá lançar novos temas e um álbum. "Nesta altura, não é o momento certo para lançar coisas. As pessoas estão muito preocupadas com o seu dia a dia. (...) Prefiro esperar para ver se as coisas vão melhorar", explica. "As minhas músicas são músicas de festa. Se não se pode fazer a festa, não faz sentido lançar. Temos de esperar um bocadinho", remata.

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