O legado musical do "rei da pop" é posto em perspetiva, tendo particularmente em conta a influência do "ícone do século XX" na arte contemporânea, escreveu o comissário e diretor da galeria, Nicholas Cullinan, na apresentação da mostra.

Organizada por áreas temáticas, "Michael Jackson: On The Wall" - título que se inspira no terceiro álbum do músico, "Off the Wall" - abre com um "Michael Jackson Alphabet", trabalhado pelo artista Donal Urquhart, a partir de palavras associadas ao músico, como “invencível”, “capitão” ou “histórico”.

O percurso arranca na letra "A", a que corresponde "ABC", o maior sucesso dos The Jackson 5, grupo que revelou o músico em criança.

A canção "Workin'Day and Night" (1979), do terceiro álbum de Jackson, constitui a banda sonora da instalação da artista Susan Smith-Pinelo "Sometimes", na qual o tema se repete em 'loop' acompanhado de um vídeo com o peito do cantor.

A música, porém, passa para segundo plano na National Portrait Gallery, que se centra nos artistas e nas suas obras, em pintura, colagem, vídeo ou fotografia, para dar forma ao conjunto de cerca de uma dezena de salas, que percorrem a vida de Jackson.

Uma dessas salas é dedicada à relação com Andy Warhol, que o retratou em 1984, depois da edição de "Thriller", que mantém o recorde de disco mais vendido de todos os tempos.

Nicholas Cullinan disse que "Michael Jackson: On The Wall" adota uma "nova e radical aproximação ao impacto cultural de uma figura única através da arte contemporânea".

Nas palavras de Cullinan, todos os artistas envolvidos no projeto, "embora provenham de diferentes gerações e de distintas partes do mundo, partilham o fascínio pela figura de Jackson e pelo que criou".

É o caso do fotógrafo norte-americano David LaChapelle, que mostra Michael Jackson como um arcanjo, que se eleva sobre um demónio, como um mártir nos braços de Jesus Cristo ou andando lado a lado com a Virgem Maria.

"Retrato Equestre do Rei Filipe II (Michael Jackson)", do nova-iorquino Kehinde Wiley, é outro exemplo da visão heroica do músico, com esta tela inspirada na pintura "Felipe II a cavalo" (1630), de Peter Paul Rubens.

Onze das obras foram feitas especificamente para a exposição, nomeadamente de artistas como Njideka Akunyili, Dara Birnbaum, Michael Craig-Martin, Graham Dolphin e Yan Pei Ming.

"É raro haver algo novo a dizer sobre alguém tão famoso [como Michael Jackson], mas é este o caso", concluiu o comissário.

A inauguração de "Michael Jackson: On The Wall" acontece três dias depois da passagem de nove anos sobre a morte do cantor (25 de junho de 2009), aos 50 anos - ocorrida enquanto preparava uma série de concertos na capital britânica que planeava o seu regresso aos palcos - e um dia após a morte de seu pai, o empresário Joe Jackson.

Em 29 de agosto cumprem-se 60 anos sobre a data de nascimento de Michael Jackson.

"Michael Jackson: On The Wall" encerra no próximo dia 21 de outubro.

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