O escritor italiano Dario Fo, Prémio Nobel da Literatura em 1997, morreu esta quinta-feira, 13 de outubro, aos 90 anos, noticiaram os vários jornais transalpinos.

Dario Fo, que morreu precisamente no dia em que está prevista a atribuição do Prémio Nobel da Literatura de 2016, estava internado num hospital de Milão há alguns dias devido a problemas respiratórios, avançaram os media italianos, citados pela agência espanhola Efe.

Em 2002, Dario Fo e a sua mulher Franca Rame vieram pela primeira vez a Portugal para uma aula-espectáculo de teatro no Europarque, no âmbito do Imaginarius - Festival Internacional de Teatro de Rua da Feira.

Autor de quase 100 peças, o italiano ganhou o Nobel em 1997, um ano antes de José Saramago. Além de dramaturgo e autor, Dario Fo foi também pintor, ilustrador e ativista.

O escritor de "Mistero Buffo" era adepto da sátira e defendia que o riso era uma das maiores armas contra o medo.

Em 1954 casa-se com a atriz e feminista italiana Franca Rame, iniciando-se entre os dois uma colaboração contínua na arte e na política. Criam em 1958 a companhia teatral “Dario Fo e Franca Rame company”: ele é escritor e encenador, ela atriz e administradora.

Envolvem-se os dois ativamente nos anos 1960 e 1970 nos movimentos de esquerda e feministas. Em 1973, Franca Rame é raptada por militantes de extrema-direita, alvo de violência física e violada.

Na sua conta no Twitter, Catarina Martins já lamentou a morte do escritor italiano. "Morreu Dario Fo. O dramaturgo que criou um teatro novo e recuperou o que estava esquecido. O riso subversivo e livre. Viva pois Dario Fo", escreveu a coordenadora do Bloco de Esquerda.

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