Depois de uma profunda remodelação e ampliação, o Museu Carmen Miranda, em Marco de Canaveses, vai reabrir portas no dia 5 de agosto, pelas 18h30, com a exposição temporária "Antestreia", dedicada à artista e com a curadoria de António Ponte, diretor do Museu Nacional de Soares dos Reis.

A reabertura do museu "assinala de forma simbólica o aniversário da morte de Carmen Miranda, que nasceu a 9 de fevereiro de 1909, no Marco de Canaveses, e faleceu a 5 de agosto de 1955, nos Estados Unidos da América", lembra a Câmara Municipal de Marco de Canaveses em comunicado.

O Museu Carmen Miranda esteve encerrado para obras de requalificação e ampliação. A empreitada terminou em junho e o município "continua a trabalhar com parceiros e instituições nacionais e brasileiras para reunir o espólio de Carmen Miranda, que irá integrar a exposição permanente do museu".

Segundo Cristina Vieira, Presidente da Câmara Municipal, a fase "terminar a fase de transição do Museu Municipal Carmen Miranda" está a terminar. "De um edifício exíguo passaremos para um local espaçoso e moderno, capaz de mostrar a antigas e novas gerações a artista internacional nascida no Marco de Canaveses e de apresentar o novo Marco.  Entre os dois momentos, da memória do antigo museu e antes da inauguração do novo surge a exposição 'Antestreia'. Abrimos o edifício ao público que quer conhecê-lo e desvendamos o que aí vem, numa grande exposição”, explica a autarca.

A requalificação e ampliação do Museu Carmen Miranda implicou um investimento do Município de 1,1 milhões de euros, financiado em 85% pelo Norte 2020, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) .

A pequena notável

Maria do Carmo Miranda da Cunha nasceu no dia 9 de fevereiro de 1909 em Várzea de Ovelha e Aliviada, no concelho do Marco de Canaveses. Aos 10 meses, a artista deixou Portugal e atravessou o Atlântico até ao Rio de Janeiro, onde ainda hoje, 66 anos após a sua morte, é símbolo internacional do panorama artístico e cultural.

A música sempre foi a grande paixão de Carmen Miranda, que começou a mostrar o seu talento num rádio local. Pouco tempo depois, no final da década dos anos 1920, já era uma estrela no Brasil. Depois da música, a artista abraçou mais uma paixão, o cinema.

A estreia no grande ecrã deu-se em 1933, no documentário "A Voz do Carnaval". Dois anos depois, chegou o seu primeiro sucesso no cinema, o filme "Alô, Alô, Brasil". Depois, nunca mais parou.

Aos 30 anos, em 1939, Carmen Miranda deu o grande salto da sua carreira, ao mudar-se de malas e bagagens para Nova Iorque. A marcoense chegou à Broadway no mesmo ano, com "The Streets os Paris". O sucesso do musical chamou a atenção e, meses depois, a cantora cantou na Casa Branca para o presidente Roosevelt.

Carmen Miranda participou em mais de uma dezena de filmes nos Estados Unidos e protagonizou outros tantos no Brasil, entre eles “Alô, Alô Carnaval” (1936) “Uma Noite no Rio” (1941), “Aconteceu em Havana” (1941), “Minha Secretária Brasileira” (1942) e “Serenata Boémia” (1947).

A pequena Notável, com apenas 1,52 m de altura, tornou-se uma das maiores estrelas de Hollywood. Em 1941, Carmen Miranda recebeu uma estrela no Passeio da Fama, tornando-se na primeira portuguesa a receber a distinção.

Carmen Miranda morreu de ataque cardíaco em 1955, na sua casa em Beverly Hills, nos Estados Unidos. Segundo a imprensa brasileira, mais de 500 mil pessoas juntaram-se ao cortejo fúnebre, no Rio de Janeiro. No adeus, a multidão cantou "Taí".

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