A ideia partiu da autora colombiana Dileydi Florez, a viver em Portugal, que queria fazer um livro sobre a temática da dor e que, ao mesmo tempo, desse a conhecer artistas portuguesas que a inspiram, como contou à agência Lusa.

"A dor não tem género, mas é uma temática que me interessa e queria que fosse o elo de ligação entre artistas que são uma referência para mim, outras que são emergentes. Nestes oito anos tem havido um impacto cada vez maior das mulheres na banda desenhada, há umas que já pertencem ao circuito e outras que estão a emergir", disse Dileydi Florez.

"Nódoa Negra" abre com um relato escrito da jornalista Sara Figueiredo Costa, ligada à BD portuguesa, e prossegue com onze curtas histórias que direta ou indiretamente se ligam ao conceito de dor, com aproximações mais poéticas, outras mais informativas, umas sem texto, outras com diálogos.

Dileydi Florez, que também participa com uma história pessoal, fala de "Nódoa Negra" como um trabalho coletivo, porque acompanhou o processo criativo todo desde o projeto à concretização final, passando pela discussão sobre cada uma das narrativas.

Em "Nódoa Negra" participam autoras de várias gerações e sensibilidades: Susa Monteiro, Mosi, Marta Monteiro, Inês Cóias, Inez Caria, Hetamoé, Cecília Silveira, Sílvia Rodrigues, Bárbara Lopes e Patrícia Guimarães.

O livro, que conta ainda com tradução em inglês, é publicado pela associação independente Chili com Carne, que apoiou a produção.

A apresentação de "Nódoa Negra" está marcada para o dia 18 na associação Cultural Galeria Zé dos Bois, com uma exposição nesse dia de originais. Em 2019, haverá outra exposição no Festival de BD de Beja.

Atualmente a fazer doutoramento em Desenho, Dileydi Florez nasceu em Bogotá, em 1990, mas vive em Portugal desde os 11 anos. Estudou Design, Ilustração Artística e Banda Desenhada, expõe regularmente e já participou em várias antologias. É autora do livro "Askar, o general".

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