Durante o final da tarde e início da noite, muitos estavam ainda em filas. Filas para aceder às casas de banho, para levantar dinheiro, para comprar uma bebida, para arranjar brindes ou jantar.

Na pequena sala dedicada ao fado, a fadista Carminho fez da primeira atuação um momento mais intimista, ao dizer às escassas centenas da plateia: “Um microdécimo do Alive pode ver o concerto e isso torna-o especial”.

Do lado de fora do palco do fado havia dezenas de pessoas a tentarem ver a atuação da fadista, enquanto em fundo ouviam ecos de um outro concerto ali ao lado, das Pega Monstro, com as irmãs Júlia e Maria Reis a entoarem “Partir a loiça”. E cumpriram o que cantaram.

Horas antes, o quarteto ‘noise rock’ feminino Savages causou a maior enchente da tarde soalheira, com a vocalista, Camille Berthomier, do alto dos sapatos vermelhos, a instigar constantemente o público português – a partir do palco e entre os espetadores - e a declará-lo “o mais simpático da Europa”.

Coincidência ou não de programação, este foi um dia de festival em que as mulheres assumiram um maior protagonismo, nomeadamente com as Warpaint, com The Kills, liderados por Allison Mosshart, e com um naipe de novos nomes da música portuguesa: Calcutá, Fábia Maia, Lince, Golden Slumbers e Mai Kino, todas com atuações no coreto.

O 11.º festival NOS Alive, esgotado há quase três meses, conta com 55 mil pessoas diárias no recinto à beira Tejo. Termina no sábado com os Depeche Mode como cabeças-de-cartaz.

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