"É uma reflexão sobre o subconsciente, sobre a guerra e sobre o medo", afirmam os autores, na sinopse de apresentação desta novela gráfica, que se junta a uma escassa bibliografia de banda desenhada portuguesa, dedicada à temática da guerra colonial.

Com cerca de 250 páginas, a história de "Os Vampiros" centra-se num grupo de nove soldados portugueses destacados na Guiné-Bissau e que atravessa a fronteira para o Senegal, "para uma operação aparentemente simples", que acabará por se transformar num pesadelo.

"Os Vampiros" - cujo título remete para a canção homónima de José Afonso - volta a juntar o argumentista Filipe Melo e o desenhador argentino Juan Cavia, depois de terem feito a trilogia de BD "As aventuras de dog Mendonça e Pizzaboy".

Num registo narrativo distante desta trilogia, "Os Vampiros" surge ao fim de quatro anos de trabalho de pesquisa, e baseia-se "em mais de cinquenta horas de depoimentos e testemunhos de ex-combatentes" da guerra colonial.

A apresentação de "Os Vampiros" está marcada para 28 de maio, na Festival de BD de Beja, e, no dia seguinte, na Feira do Livro de Lisboa.

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