Segundo comunicado da organização, os músicos vão estar reunidos num “processo de criação coletiva, em residência, com apresentação pública” no último de três dias de Out.Fest, a 5 de outubro.

As novidades hoje divulgadas incluem também o coletivo afro-italiano STILL, liderado pelo músico e ativista Simone Trabucchi, a harpista espanhola Angélica Salvi, um DJ set de Mo Probs e a estreia nacional do irlandês Davy Kehoe.

O Out.Fest realça também que este ano haverá novidades no que diz respeito aos espaços do festival. Assim, o evento vai programar concertos na Igreja Paroquial de Santo André, na Igreja da Nossa Senhora do Rosário e no Moinho de Maré Pequeno, que se juntam aos demais locais do cartaz (ADAO, SIRB “Os Penicheiros”, Teatro Municipal, Biblioteca Municipal e espaço A4, para além do Largo do Mercado 1º de Maio, que vai receber duas atuações gratuitas).

Keith Fullerton Whitman é um compositor e artista performativo norte-americano que já colaborou com nomes fundamentais da música eletrónica e experimental, desde Oren Ambarchi a Tony Conrad, passando por Terry Riley, Charlemagne Palestine, entre muitos outros.

Os nomes anunciados hoje juntam-se a um cartaz que já incluía o músico James Ferraro, o trompetista Peter Evans e Nadah El-Shazly, pioneira da música experimental no Egito, Alpha Maid, Calhau!, os brasileiros Deaf Kids e o baterista português Gabriel Ferrandini com a Camerata Musical do Barreiro, entre outros.

Para o Out.Fest - Festival Internacional de Música Exploratória do Barreiro estão também já confirmados o artista Ilpo Väisänen, membro do grupo finlandês Pan Sonic, que se apresenta a solo em Portugal, a banda de hip-hop Dälek, o duo de música noise Yeah You, as performances musicais e teatrais dos irmãos Brynje e a cantora clássica Kali Malone.

Com 25 a 30 concertos espalhados pela cidade do Barreiro (distrito de Setúbal), a 16.ª edição do festival marca “uma continuidade do modelo do ano anterior, de aproximar as músicas experimentais a um público não especializado”, disse à Lusa o diretor artístico do Out.Fest, Rui Pedro Dâmaso, em declarações feitas aquando do primeiro anúncio do cartaz.

Esta edição, que assinala os 15 anos do festival, reforça a combinação de vários géneros e expressões característicos da iniciativa, como jazz, hip-hop, música clássica e eletrónica, para celebrar e “dar a conhecer novos artistas da música experimental, e aprofundar o contacto entre o público especializado e os artistas desta estilo musical”, explicou o diretor.

É o caso do duo lisboeta Candura, surgido em 2018, e do seu primeiro trabalho “/I”, editado pela norte-americana GreySun Records, da cantora, compositora e improvisadora norte-americana Kali Malone, que explora novas abordagens musicais num instrumento ancestral como o órgão, e do duo Yeah You, composto por pai, Gustav Thomas, e filha, Elvin Brandhi, oriundos do Norte de Inglaterra, e a sua investigação do noise, como música de dança.

O Out.Fest – Festival Internacional de Música Exploratória do Barreiro "procura refletir o que de mais significativo se faz atualmente na música experimental contemporânea, nas suas mais diversas ramificações – da música improvisada à eletrónica abstrata, do free-jazz ao noise, à música clássica contemporânea e às novas e inclassificáveis linguagens que todos os dias nascem e enriquecem um pouco mais o mundo”.

O festival, a realizar-se entre 3 e 5 de outubro, é um projeto das associações culturais Out.Ra e Filho Único, com apoio do município. Os passes gerais custam 25 euros e os bilhetes diários entre 10 e 15 euros.

No ano passado o Out.Fest contou com nomes como Telectu, Linn da Quebrada, Lotic, Ricardo Rocha e João Pais Filipe, Group A, HHY & The Macumbas, Lea Bertucci, YEK, Fret (aka Mick Harris) e Jimi Tenor.

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