"Foi gratificante, porque existiu um reconhecimento e uma curiosidade sobre o que se faz por cá em Portugal", admitiu Márcio Laranjeira, da editora e promotora Lovers & Lollypops, enquanto David Santos, conhecido como noiserv, afirmou que a presença no Eurosonic é mais um passo no caminho fora de portas.

O festival Eurosonic Noorderslag, que terminou na sexta-feira passada em Groningen, teve as atenções viradas para Portugal, convidando cerca de 20 artistas nacionais a atuarem para um público composto sobretudo por profissionais.

Entre os artistas selecionados estiveram, por exemplo, The Gift, Memória de Peixe, DJ Ride, Best Youth, DJ Firmeza, First Breath After Coma, Gisela João, Glockenwise, Holy Nothing, noiserv, Octa Push, Rodrigo Leão, Throes + The Shine e We Bless This Mess.

No Eurosonic também marcaram presença profissionais de outras áreas, como editoras, empresas de agenciamento, promotoras de festivais, tanto para conhecer e contratar outras bandas como para divulgar música portuguesa.

Márcio Laranjeira explicou que, no caso da Lovers & Lollypops, foi uma dupla concretização no Eurosonic: Por um lado no agenciamento dos Glockenwise, que fecharam contrato com uma editora inglesa e têm concertos encaminhados na Holanda e em França, e por outro na divulgação do festival Milhões de Festa (Barcelos), que passa a integrar o programa europeu ETEP, com outros festivais de música.

"Foi a primeira vez que levámos cartões [de apresentação] para trocar com outras pessoas. Aquilo está muito bem feito, porque o modelo não é tão de negócio, é informal, feito de uma forma saudável em torno da música", elogiou o responsável.

David Santos, que já tinha estado no Eurosonic em 2012, repetiu agora a experiência e destaca também duas vertentes diferentes de contacto com profissionais: Em palco, enquanto noiserv, e fora dele como promotor de si próprio, no contacto com outros agentes.

"Tenho que avaliar tudo agora. Há troca de contactos e de cartões, mas só agora é que começa a conversa. Não acontece assim de um dia para o outro. Foi mais um bocadinho no caminho lá fora", disse.

Noiserv elogia a forma como a música portuguesa se mostrou no festival e reconheceu que, durante aqueles dias, Portugal foi falado em todo o lado.

Márcio Laranjeira acrescentou: "Foi o momento certo, numa altura em que se fala tanto de Portugal do ponto de vista do turismo".

Para Nuno Saraiva, um dos responsáveis da plataforma Why Portugal, que tratou de alguma logística da presença no Eurosonic, faz um balanço "muitíssimo positivo" e disse à Lusa que a "parceria exemplar" com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) é para continuar noutros eventos.

"Houve profissionais de lá que ficaram a conhecer a abrangência estética da música portuguesa e profissionais portugueses que ficaram impressionados com a rede de contactos que se gerou", diss

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