“Este disco é fruto de um processo de autoconhecimento pelo qual só passei quando cheguei aos 30 anos, é espelho dessa reflexão e as letras espelham essa autoanálise”, afirmou Pedro Tróia em declarações à Lusa.

Reconhecendo que “todas as letras são uma espécie de confissão”, o músico destacou a canção “Dias Claros”, que “tem uma linguagem muito corrente”, com a qual fecha o álbum.

O músico contou que “Dias Claros” estava inicialmente prevista para abrir o disco, e no alinhamento final fecha-o, reconhecendo que “de certa forma despe-se, até com as ‘spoken words’ [palavras declamadas]”. “Se era uma belíssima introdução ao disco é ainda uma melhor conclusão”, sentenciou.

Tendo editado dois discos com Os Capitães da Areia, em 2011 e 2015, Pedro Tróia achou que “a banda ia a um ritmo um pouco vagaroso” e como quer “mesmo ser artista e viver disto”, decidiu “pôr o pé no acelerador” e editar um álbum a solo, que sai na sexta-feira.

Reconhecendo que este é um álbum do universo da música pop, Tróia ressalvou: “Isto da música pop, eu entendo como música simples, não de saber, mas de ouvir, e quando penso nas minhas músicas, nomeadamente nos arranjos, onde tive ajuda do Tiago Brito [ex-companheiro n’Os Capitães da Areia] senti ao fazer este CD que se devia simplificar o mais possível”.

Exceções podem ser as canções “Dente de Leão” e “Nunca Falo Demais”, “que têm muitos sintetizadores e detalhes”.

“A ideia dói sempre que a canção sobressaísse o melhor possível. Só ouvir a voz e qualquer coisa de bonito a acompanhar“, argumentou.

“À partida a tentação é sempre acrescentarmos alguma coisa, porque o pouco nunca chega, é a sensação que dá, mas neste disco fiquei convicto, precisamente, do contrário”, acrescentou.

Sendo o seu primeiro disco a solo, Pedro Tróia afirmou que “não fazia a mínima ideia ao que queria soar”, podendo “pegar em dois ou três guitarristas que acompanhem fadistas e fazer um disco assim” ou até “pegar numa banda punk e acompanhar-me nas minhas canções”.

“Estava muito dividido se queria ir pelo lado do fado, da música eletrónica, do punk, do rock, estava muito perdido e o Tiago Brito acabou por ter uma visão e uma compreensão das canções que deixou o registo um bocado em aberto, e o título do disco, ‘Depois Logo se Vê’, expressa isso mesmo”, afirmou.

“Isto é o que sou neste momento, e o que vem a seguir pode ser muita coisa, vamos ver o que acontece”, declarou.

O disco é apresentado no dia 13 em Lisboa, no Musicbox.

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