Bertrand Chamayou, que atuou em Lisboa no passado mês de setembro, no início da Temporada Gulbenkian, foi um dos sete vencedores anunciados na noite de quarta-feira, em Londres, na gala da revista britânica, que atribui anualmente os prémios em diferentes áreas da Música Clássica, distinguindo também Carreira, Artista e Jovem Artista do Ano, Melhor Orquestra, Melhor Editora e, este ano, pela primeira vez, melhor Álbum Concetual.

O prémio Artista do Ano foi para o pianista islandês Víkingur Ólafsson, que se distinguiu com gravações de Philip Glass e de obras de Bach, revisitadas por compositores contemporâneos, enquanto o contratenor polaco Jakub Józef Orlin conquistou o prémio Jovem Artista do Ano, depois de provas dadas na interpretação de personagens de compositores como Vivaldi e Zelenka.

A conclusão da tetralogia de Wagner, "O Anel do Nibelungo", com a gravação de "Crepúsculo dos Deuses", pela Filarmónica de Hong Kong, deu-lhe o prémio Orquestra do Ano.

A Fundação Birgit Nilsson, criada em memória da soprano sueca, recebeu o prémio especial (Special Achievement), "Softloud", do guitarrista Sean Shibe, conquistou o prémio de Melhor Álbum Conceptual e o Prémio de Editora do Ano foi para a independente holandesa Pentatone, que tem entre os artistas editados o Coro e a Orquestra Gulbenkian.

O Prémio de Carreira foi atribuído à soprano britânica Emma Kirkby, com um percurso de mais de 40 anos. "De poucos cantores se pode dizer que são revolucionários ou que mudaram radicalmente o som da música nos nossos dias. Emma Kirkby conquistou o direito à exceção", justificou a revista.

O Melhor Disco do Ano foi escolhido entre os vencedores das dez categorias dos prémios Gramophone, anunciados no passado dia 01, entre os quais se encontra o grupo vocal português Os Cupertinos, dirigido por Luís Toscano, distinguido com o Prémio de Melhor Disco de Música Antiga, com a gravação do "Requiem a 4", do compositor Manuel Cardoso.

Além d'Os Cupertinos, agrupamento residente da Fundação Cupertino de Miranda, e de Bertrand Chamayou, os restantes vencedores foram os ensembles Masques e Vox Luminis, pela gravação de "Abendmusiken", de Buxtehude, na categoria Música Coral; a Filarmónica de Viena e o maestro Sakari Oramo, por Sinfonias de Rued Langgaard, em Orquestral; e a pianista Yuja Wang, na área Instrumental.

Em Música Contemporânea, venceu a interpretação da ópera "Hamlet", de Brett Dean, pelos cantores Allan Clayton e Barbara Hannigan, a Filarmónica de Londres e o maestro Vladimir Jurowski; e, em Ópera, "La reine de Chypre", de Fromental Halévy, pela Orquestra de Câmara de Paris, dirigida por Hervé Niquet.

Em Música de Câmara, a vitória foi para "Les Trois Sonates" de Debussy, pelos músicos Isabelle Faust, Magali Mosnier, Antoine Tamestit, Xavier de Maistre, Jean-Guihen Queyras, Alexander Melnikov, Javier Perianes e Tanguy de Williencourt, enquanto o álbum dedicado a Francesco Cavalli, do contratenor Philippe Jaroussky, com Emőke Baráth, Marie-Nicole Lemieux e o Ensemble Artaserse, conquistou o prémio Recital.

Na área de 'lieder' venceu o álbum "Frage", dedicado a Robert Schumann, do barítono Christian Gerhaher, com o pianista Gerold Huber.

Em 2015, a pianista Maria João Pires venceu na classe de Concerto, com a gravação do 3.º Concerto para piano e orquestra, de Beethoven, acompanhada pela Orquestra Sinfónica da Rádio Sueca e o maestro Daniel Harding.

Os prémios Gramophone encontram-se entre os mais importantes da indústria discográfica na área da música erudita. A seleção dos nomeados é feita pelo seu painel de críticos, entre as gravações mais pontuadas durante o ano transato.

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