De regresso ao centro histórico de Viseu, o festival apresentará Sam Gendel (Estados Unidos da América), um "produtor e músico com uma habilidade genial para praticamente qualquer instrumento", e também a artista sonora e compositora Mieko Suzuki (Japão/Alemanha), que levará até Viseu "performances muito pouco convencionais, transformando qualquer espaço num 'playground' para aventuras sonoras".

A 'musicista' e compositora Heather Leigh (Estados Unidos da América/Reino Unido), "conhecida pelas suas cativantes performances ao vivo", nas quais "promove os vastos alcances inexplorados da guitarra e voz", é outra das propostas.

Entre os primeiros nomes da área do som anunciados pela organização para a décima edição dos Jardins Efémeros estão também a 'e-poeta' AGF (Alemanha), que "dá a conhecer as suas produções de poemas 'online' e as esculturas de áudio", e Hatis Noit (Japão), "artista vocal japonesa que se inspira no Gagaku e estilos operísticos, cânticos búlgaros e gregorianos, de vanguarda e pop".

"Todos os artistas mencionados farão uma apresentação única, na Península Ibérica, no âmbito dos Jardins Efémeros", e "Sam Gendel, Mieko Suzuki e Heather Leigh terão a sua primeira apresentação a solo, em Portugal", sublinha a organização, mostrando-se convicta de que estes nomes irão "atrair visitantes portugueses, e não só, ao centro do país".

A promessa é voltar a transformar o centro histórico de Viseu "num espaço de encontro pela mão de artistas locais, nacionais e internacionais", ao realizar um evento que tem uma "forte componente multidisciplinar", juntando artes visuais, arquitectura, cinema, som, dança, teatro, pólis, mercados e oficinas.

Trata-se de "um programa de carácter urbano, contemporâneo e experimental", numa edição que tem como tema a incerteza.

Patrícia Portela foi convidada para escrever o manifesto/editorial dos Jardins Efémeros que, segundo a organização, "é ele mesmo uma reflexão artística sobre a incerteza, o mote que vai percorrer as várias dimensões da programação do festival".

"No texto poético da Patrícia Portela fala-se de fascínio, instantes e encontros, obstáculos ultrapassados, destino e paixões. Nós dizemos presentes", acrescenta.

Patrícia Portela foi diretora artística do Teatro Viriato, de Viseu, e é atualmente diretora artística da Associação Cultural o Prado (da qual é membro fundador).

A organização dos Jardins Efémeros diz acreditar "na descentralização por via da experimentação e da arte".

"Não só as cidades do litoral, também as cidades do interior do país, podem ser centros de criação e de apresentação de programas artísticos exploratórios, com grande adesão de públicos. Este tem sido o nosso contributo", sublinha.

Todas as atividades dos Jardins Efémeros são livres e de acesso gratuito. A restante programação será dada a conhecer brevemente.

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