Essa sala de espetáculos do distrito de Aveiro acolhe assim até 29 de novembro quatro espetáculos de jazz especificamente selecionados pela autarquia para "divulgar esse género musical com recurso a músicos nacionais e estrangeiros de grande qualidade", como explica hoje à Lusa fonte da câmara municipal local, organizadora do evento.

Após uma primeira edição em 2018 com repertórios mais tradicionais destinados a familiarizar com esse registo musical o público menos habituado ao género, a câmara municipal aposta agora na promoção de mulheres intérpretes: "Se o ano passado o mote era ‘descobrir', agora será ‘mergulhar' - numa panóplia de propostas que, no feminino, surpreendem, instigam e irão contagiar a cidade ao longo de todo o mês".

A cabeça de cartaz é Shirley King, que sobe ao palco da Casa da Criatividade a 15 de novembro. Filha do ‘bluesman’ B.B. King (1925-2015), a cantora norte-americana explora esse estilo cruzando-o com jazz, gospel, soul, funk e R&B, evidenciando "o talento e carisma que a tornaram numa diva".

O primeiro espetáculo do “Novembro Jazz” realiza-se, contudo, já esta sexta-feira, com o Ogre Trio, que é o projeto musical mais recente da cantora Maria João. Constituindo "um híbrido musical que mistura o jazz com a eletrónica", Ogre apresenta-se como "uma banda de instrumentação invulgar e abordagem artística singular, levando o público numa travessia que salta fronteiras entre o digital e o analógico".

Segue-se a atuação do grupo Elas e o Jazz, que a 22 de novembro se propõe recriar o universo dos musicais da Broadway e dos clubes de jazz nova-iorquinos "numa narrativa musical contada a três vozes", por Joana Machado, Marta Hugon e Mariana Norton.

As três artistas conheceram-se na escola do Hot Clube de Portugal, primeiro como alunas e depois como professoras, e, em paralelo aos seus projetos pessoais, vêm colaborando entretanto neste projeto, que revisita os seus padrões preferidos de compositores como Cole Porter, Irving Berlin, George Gershwin, Richard Rogers, Jerome Kern e Harold Arlen.

O “Novembro Jazz” de 2019 encerra depois com o espetáculo de Jacinta, a cantora portuguesa cuja carreira internacional integra sete álbuns discográficos, um contrato com a editora Blue Note, um disco de ouro pelo seu álbum de tributo a Bessie Smith e presença em mais de 20 coletâneas diferentes de jazz vocal, ao lado de artistas como Diana Krall, Cassandra Wilson, Norah Jones, Diane Reaves, Jane Monheit e Stacey Kent.

Em São João da Madeira, Jacinta irá apresentar o álbum "Semhora", explorando "um novo mundo sonoro entre a música brasileira e alguns dos grandes clássicos do Jazz" e afirmando-se não apenas como intérprete, mas também como "investigadora de novas sonoridades".

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