“Este é o maior investimento extraordinário desde a fundação do TNSJ. A verba vai permitir preparar o TNSJ para três décadas de atividade ininterrupta. Em 2021, estaremos sob outras luzes e sobre outras tábuas”, disse o presidente do conselho de administração do TNSJ, Pedro Sobrado, que esta manhã participava na sessão de apresentação da programação comemorativa do centenário desta instituição.

A obra está integrada numa candidatura global a verbas do programa Norte 2020 no valor total de cerca de 2,3 milhões de euros, 85% dos quais financiados por fundos comunitários.

A obra inclui intervenções em equipamentos, ações ligadas à segurança contra incêndios, renovação de paredes, pavimentos e tetos, entre outros aspetos.

Durante o fecho do TNSJ, as atividades do teatro continuarão no Porto e “fora de portas”, através de digressões, com uma “parte muito expressiva de atividades a ser direcionada para o Teatro Carlos Alberto”, disse o diretor artístico, Nuno Cardoso.

Além das obras, a candidatura inclui o programa comemorativo do centenário do TNSJ, teatro descrito esta manhã em conferência de imprensa como “um grande polo cultural do Norte e do país, uma máquina do tempo” por ter, enumerou Pedro Sobrado, “pedra da muralha medieval e um teto que reporta para o Renascentismo num espaço com betão armado do século XX ou com a atualidade do século XXI”.

“Quando reabrir estará equipado para três décadas felizes”, vincou o presidente do conselho de administração do TNSJ que vê a atribuição desta verba como “uma constatação da importância arquitetónica e patrimonial” do teatro que foi inaugurado em 1920, 12 anos após o incêndio que destruiu o anterior edifício, o Real Theatro São João.

O TNSJ – classificado como Imóvel de Interesse Público em 1982 e Monumento Nacional 30 anos depois, chegando a funcionar como cinema entre 1932 e 1992, ano em que passou para a alçada do Estado – “não se encontra num estado declarado de decrepitude ou falência infraestrutural”, evidenciando, porém, “patologias estruturais” e “uma manifesta inadequação às atuais exigências legais em matéria de segurança e acessibilidade”, admitiram os responsáveis.

À verba de 1,5 milhões de euros para obra, soma-se 510 mil euros para renovação do parque técnico, 130 mil para programação artística, bem como 220 mil divididos pela exposição do centenário, edição de cadernos comemorativos e para um colóquio internacional que Pedro Sobrado descreveu esta manhã como “o maior sobre teatros nacionais realizado nos últimos 10 anos a nível europeu”.

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