A nova temporada, dedicada aos atores Fernanda Lapa, Bruno Candé e Pedro Lima, que morreram este ano, e centrada quase só em produção nacional, foi anunciada pela diretora artística, Aida Tavares, na página do teatro, destacando as palavras "confiança e segurança" para fazer face à pandemia.

"São mais de 20 os projetos que trazemos da temporada anterior, criando espaço e novos diálogos com o que já havíamos pensado apresentar-vos e que, agora, validam a ideia do teatro como possibilidade de revolução que serve e abraça todos os tempos", escreve a responsável pela programação, referindo-se aos espetáculos que acabaram por ser reagendados devido à pandemia COVID-19.

Tchékhov vai atravessar a temporada na "monumental operação" intitulada "A Vida Vai Engolir-vos", assinada por Tónan Quito, e que junta quatro peças unindo, "num gesto inédito”, as aberturas de temporada de outros teatros, como o Dona Maria II, em Lisboa, e, no Porto, o Teatro Municipal, e o Nacional São João.

Mónica Calle ("A virgem doida", e "Os meus sentimentos"), Cláudia Dias, Patrícia Portela e Sara Carinhas ("It was dark inside the Woolf"), também no teatro, vão fazer "projetos especiais, simbólicos" para o São Luiz, como criadoras e intérpretes.

O espaço cultural vai ainda acolher o teatro de Marco Martins - com a estreia do novo espetáculo "Perfil Perdido", juntando Beatriz Batarda e Romeu Runa -, Ricardo Neves-Neves e o regresso do encenador Nuno Carinhas ("Comédia de Bastidores", de Alan Ayckbourn), bem como o italiano Pippo Delbono, única presença estrangeira, que criará sobre Lisboa a sua próxima encenação, a convite do São Luiz.

"Sandra Faleiro e Rita Calçada Bastos haverão de chegar mais tarde para procurarem nas dobras dos textos, nas suspensões dos diálogos, nas esperas das personagens, o essencial de uma obra que não deixa de nos interpelar e, assim e por isso, justifica tantos regressos", justifica Aida Tavares, com trabalhos como "O Cerejal", de Tchékhov.

O teatro vai ainda relembrar Amália, a propósito dos 100 anos do nascimento, e evocar o músico Bernardo Sassetti, cantado por Salvador Sobral.

A música de Capicua, da Orquestra Metropolitana de Lisboa, de Miguel Azguime nos seus 60 anos de percurso, de Rita Maria e Filipe Raposo ("When Barroque meets jazz") constam igualmente da nova temporada.

Na dança, vão marcar presença Victor Hugo Pontes ("Os três irmãos"), Miguel Pereira ("Era um peito só cheio de promessas"), Carlota Lagido ("Mina"), São Castro e António M. Cabrita ("Last"), Olga Roriz e de Sónia Baptista, lado a lado com os festivais, como o Alkantara, "ponte tão necessária para alargarmos e partilharmos o que somos e devemos a todos aqueles com quem nos cruzamos, ou se cruzaram antes de nós, e o FIMFA (Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas), de quem o teatro é parceiro.

Com curadoria da ZdB, estarão também no São Luiz Mariana Tengner Barros, Dinis Machado, Pedro Sousa, Lula Pena e João Simões, Alek Rein, Primeira Dama, Tristany, Odete e Alice dos Reis.

No texto que anuncia a programação, Aida Tavares exprime uma necessidade de mobilizar não só o público para o desfrute da cultura, mas também os artistas e técnicos para se apresentarem num espaço conhecido que terá de "aprender a vivê-la de outra forma", no quadro da pandemia COVID-19, que afetou profundamente a atividade cultural do país.

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