Biffy Clyro, banda de Simon Neil, James Johnston e Ben Johnston, disseram que queriam desaparecer "por uns tempos" em 2014. Mas nunca chegaram verdadeiramente a fugir dos holofotes - os fãs também não deixaram. Esta sexta-feira aterram novamente em Lisboa, mais concretamente no Coliseu dos Recreios, para apresentar o último disco.

"Ellipsis", disco sucessor de “Opposites”, entrou diretamente para o primeiro lugar do top britânico. Antes, a banda escocesa já tinha conquistado fãs nos quatro cantos do mundo com dois EPs (editados em 1999 e 2000) e meia dúzia de álbuns - "Blackened Sky" (2002), "The Vertigo of Bliss (2003)", "Infinity Land" (2004), "Puzzle" (2007), "Only Revolutions" (2009) e "Opposites" (2013).

O novo disco veio acabar com um jejum de três anos e, nas palavras de James, marca uma nova etapa para a banda que nasceu em 1995 em Kilmarnock, na Escócia. "Acho que o último disco foi uma oportunidade para mudar, para renascermos enquanto banda", conta o músico ao SAPO Mag, acrescentando que decidiram arriscar "coisas novas em estúdio", "coisas frescas". "Fomos por caminhos diferentes. Não fizemos o disco de forma tradicional", remata.

" O novo disco foi importante para a banda, para dar início a um novo capítulo", frisa James, lembrando que foi "entusiasmante" navegar por novos mares sonoros. Mas de onde veio a inspiração para temas como "Re- Arrange" (onde admitem ter escrito "centenas de canções para dar sentido ao sem sentido"), "Wolves of Winter" ou "Howl"? "Da vida", responde o baixista, sem hesitar. "Todas as canções falam da vida, de diferentes partes da vida", completa, não esquecendo o papel do amor e dos sentimentos.

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Em casa, na rua ou no trabalho, as canções do novo disco dos Biffy Clyro começaram a entrar na banda sonora da vida dos fãs em julho de 2016. A digressão arrancou pouco depois e passou inclusive pelo festival NOS Alive. Mas será agora no Coliseu dos Recreiros, em Lisboa, que os fãs portugueses terão a oportunidade de ouvir de forma mais orgânica o disco. "Espero que o público cante muito. Acho que temos muitos momentos em que o público vai ser parte integrante. É um concerto energético até ao último momento", promete James Johnston, deixando um aviso: "Vão ficar sem voz durante o concerto".

Em entrevista ao SAPO Mag, o músico promete ainda que "vai ser um grande concerto de rock", onde todos vão "libertar energias". "É empolgante fazer isto [concertos] todas as noites", frisa, lembrando que todos os fãs são incríveis. "São os maiores os fãs. Há alguns que nos seguem para todo o lado", conta.

O concerto dos Biffy Clyro está marcado para esta sexta-feira, 27 de janeiro, às 21h00, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.

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