Em comunicado enviado esta quinta-feira, dia 9 de abril, o serviço de streaming avançou que chegou aos 50 milhões de subscritores pagos em apenas cinco meses. Desde o início de fevereiro, o Disney+ conquistou mais 21 milhões de assinantes.

Parte do crescimento deve-se ao lançamento da plataforma em oito novos territórios europeus - Reino Unido, Irlanda, França, Alemanha, Itália, Espanha, Áustria e Suíça.  Em comunicado, a empresa lembra que, além disso, o Disney + ficou disponível na semana passada na Índia, onde é oferecido em conjunto com o serviço Hotstar e que corresponde aproximadamente a oito milhões dos 50 milhões de assinantes de todo o mundo.

O serviço previa inicialmente ter entre 60 milhões a 90 milhões de aderentes, com subscrições pagas, no ano fiscal de 2024.

Em comunicado, Kevin Mayer, Presidente da Walt Disney Direct, frisa que os número agora revelados são um "bom presságio" para "a expansão contínua na Europa Ocidental, no Japão e em toda a América Latina".

Para Portugal ainda não há data prevista, mas os responsáveis da Disney asseguram que o serviço de visionamento por subscrição “vai expandir-se rapidamente” para outros países europeus.

Segundo Kevin Mayer, presidente da divisão de serviços diretos para o consumidor da Disney, o Disney Plus (Disney+) torna-se a “casa definitiva e exclusiva” de todos os conteúdos das marcas Disney, Pixar, Marvel e National Geographic.

Para o primeiro ano, o Disney+ promete a criação de 30 séries e 15 filmes originais, que se juntam numa livraria de 7.500 episódios e 500 títulos de filmes, todos à disposição dos utilizadores para visionamento ou ‘download’ em qualquer altura, por um custo mensal de 6,99 dólares (preço nos Estados Unidos, equivalente a cerca 6,34 euros).

O Disney+ inclui as 30 temporadas dos "The Simpsons" e o conjunto completo dos nove episódios da "Guerra das Estrelas", acrescentando novas séries relacionadas, como "The Mandalorian", que também se estreia hoje.

Filmes com datas de estreia em 2019 como "Rei Leão", "Avengers Endgame", "Toy Story 4", "Frozen 2" e "Guerra das Estrelas: A Ascensão de Skywalker" vão estar em exclusivo no Disney+, depois do período reservado para os cinemas.

Dada a preferência dos utilizadores em verem conteúdos por episódios, “o ‘appeal’ multi-geracional do serviço ganha vida”, segundo Kevin Mayer, que acrescentou que o Disney+ é “otimizado para famílias, mas atraente para uma vasta audiência”.

A vice-presidente de conteúdos da companhia, Agnes Chu, acrescentou que o Disney+ é a curadoria de um “ecossistema” onde se mantém o legado e onde “viverão todos os conteúdos universais e intemporais”, que passam por histórias de ficção e pela narrativa de histórias reais, fenómenos da natureza ou desportos.

Dos resultados do teste na Holanda, Kevin Mayer anunciou que grande parte das primeiras reproduções feitas no Disney+ foram dos filmes da Marvel, que, segundo o responsável, “provaram ser os principais impulsionadores” para as subscrições.

O presidente dos serviços ‘streaming’ da Disney, Michael Paull, afirmou por seu lado que “as principais características incluem uma interface elegante e funcional”, com uma “experiência visual e cinemática”, que põe em destaque as marcas, sem anúncios publicitários.

Para a distribuição, Michael Paull destacou parcerias da Disney com Apple, Google, Microsoft, Roku, Sony e dispositivos da Amazon Fire, Samsung e LG.

Ricky Strauss, presidente de conteúdos e marketing, falou de um catálogo “inigualável” com uma grande variedade de conteúdos em “géneros, formatos e arenas”, criados com os melhores “contadores de histórias” da indústria.

Ricky Strauss disse que a estratégia publicitária para o Disney+ resultou numa “campanha de sinergia”, sem rival e sem precedentes na história da Walt Disney Company, com uma visão de 360º e “omni-plataformas” (adaptada a todas as plataformas possíveis), por várias fases.

Questionado sobre a concorrência com outros serviços de ‘streaming’ e de vídeos ‘on demand’, o presidente da divisão de serviços diretos para o consumidor, Kevin Mayer, disse que o Disney+ se destaca fortemente por causa das suas marcas e não tem concorrência, porque vai ser o único local para visionar os títulos do catálogo.

“Trabalhámos muito intensamente para criar um serviço incomparável em termos de conteúdo, qualidade de reprodução, interface do utilizador, marcas e valor para o consumidor”, assegurou Kevin Mayer, presidente da divisão de serviços diretos para o consumidor.

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