Depois de "WandaVision" e "O Falcão e o Soldado do Inverno", a Marvel volta a estrear uma das suas produções no Disney+, desta vez numa série focada em Loki, o deus nórdico e meio-irmão de Thor que, apesar de ser na sua génese um vilão, tem honras de popularidade tão elevada quanto os heróis dos filmes do Marvel Cinematic Universe (MCU).

Tom Hiddleston, há mais de uma década a interpretar a personagem em vários filmes da saga, tem aqui o papel de protagonista, numa série que se centra numa variante temporal de Loki que não assistiu aos acontecimentos de "Thor: Ragnarok" ou "Vingadores: Guerra do Infinito".

Foi em "Vingadores: Endgame" que vimos esta variação de Loki, que agora protagoniza a série, a pegar no Tesseract e a desaparecer. É precisamente depois desse momento que começa o primeiro episódio de "Loki", com a personagem a ser detida e levada para a "Autoridade da Variante Temporal", um organismo que controla as alterações em linhas temporais e previne a destruição do mundo, garantindo que o tempo volta a seguir o seu rumo pré-definido.

Loki

Na conferência de imprensa de apresentação da série, que juntou o elenco e os criadores, Tom Hiddleston explicou em que ponto encontramos Loki: ""Thor não está por perto, Asgard está distante, os Vingadores estão em lado algum e ele perde o seu estatuto e os seus poderes". Se tiramos todas estas coisas que Loki usou para se identificar ao longo dos últimos seis filmes, o que sobra dele? Quem é ele para lá dessas coisas?".

"Se existe alguma coisa autêntica nele, será capaz de evoluir e mudar?", acrescentou o ator.

É a isso que tenta responder a nova produção dos Marvel Studios para o serviço de streaming Disney+. "Uma das minhas coisas favoritas quando saiu o 'Vingadores: Endgame' é que as pessoas disseram que nos esquecemos de atar a ponta solta do Loki", explicou Kevin Feige, o presidente dos estúdios da Marvel que é também produtor executivo da série.

A série, diz o argumentista Michael Waldron (um dos guionistas da série de animação "Rick and Morty"), inspirou-se em thrillers como "Zodiac", de David Fincher, ou "O Silêncio dos Inocentes", de Jonathan Demme, e toda a atmosfera visual parece espelhar essas mesmas influências. "Loki" é realizada por uma mulher, Kate Herron, uma confessa fã da Marvel que disse ao seu agente para "perseguir" os produtores até que ela conseguisse o trabalho.

"Descobri que iam fazer a série e disse ao meu agente para lhes ligar todos os dias até que cedessem. E funcionou. (risos) Portanto, a persistência e acho que ser uma chata conseguiram-me o trabalho", contou a realizadora.

Ao já experiente neste universo Tom Hiddleston juntam-se ainda outros atores estreantes nestas lides da Marvel: Owen Wilson, como Mobius, que desenvolve uma espécie de "bromance" com Loki; Gugu Mbatha-Raw, como Ravonna Renslayer, que, tal como Mobius, existia na BD, e Wunmi Mosaku, que interpreta a personagem Hunter B-15, criada especificamente para a série, uma dura agente da Autoridade da Variante Temporal.

"É muito entusiasmante entrar no MCU", referiu Owen Wilson. "No princípio não entendia o porquê do secretismo, até ver o quanto a base de fãs está envolvida e apaixonada e como a Marvel se empenha em surpreendê-la".

Loki

Gugu Mbatha-Raw e Wunmi Mosaku têm uma curiosa ligação passada a Tom Hiddleston: as duas são, como ele, britânicas e os três conhecem-se desde os 18 anos porque estudaram juntos Artes Dramáticas.

"São tão estranhas, as voltas que a vida dá. Foi uma espécie de reunião de antigos alunos, como alguém disse no outro dia. Mas há um certo conforto nisso, estou orgulhosa de todos. Especialmente porque acabámos por filmar durante a pandemia, foi verdadeiramente reconfortante ter estas relações e amizades de longa data ali", confessou Gugu Mbatha-Raw.

"A ideia de entrar no Universo Cinemático da Marvel foi aterradora", disse Wunmi Mosaku, que confessou ter feito a sua audição sem saber para que série seria o papel.

Tom Hiddleston, um perito na personagem, ajudou os novos atores a entender os meandros deste universo, naquilo que Owen Wilson diz que a equipa passou a apelidar de "palestras Loki".

"O Tom, de forma muito generosa e paciente, levou-me numa viagem por toda a mitologia de Loki e do MCU. Isso ajudou-me muito, ir à escola de Loki antes de começarmos", explicou o ator.

Tom very, uh, generously and patiently kind of taking me through the whole sort of MCU mythology and-and Loki.

Loki tem sido muitas coisas ao longo dos seis filmes do MCU em que Tom Hiddleston entrou e esta nova série promete dar-lhe ainda mais camadas. Tom Hiddleston sente-se "sortudo" por continuar a interpretar uma personagem que "significa tanto para tanta gente por razões tão diferentes" e consegue justificar a sua invulgar popularidade para um anti-herói: "Alguns gostam do seu tom de brincadeira, espontaneidade e sentido inerente de travessura. Alguns gostam dele como antagonista. E alguns são atraídos pela sua vulnerabilidade", sublinhou o ator.

Mas "por baixo de todas aquelas camada de charme e carisma está algo humano muito relacionável, uma vulnerabilidade", disse.

"Devo isso a todas as pessoas que escreveram a personagem até aqui, a todos os que as escreveram na BD, obviamente começando pelo Stan Lee e pelo Jack Kirby, mas também ao Don Payne, que escreveu o primeiro filme de Thor e fez de Loki uma personagem com tanto pathos e a todos os outros que juntaram as suas mentes criativas nesta personagem", salientou Tom Hiddleston.

"Loki" chega esta quarta-feira ao Disney+. A série de 6 episódios estreará um episódio novo todas as semanas.

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