Esta terça-feira, durante uma reunião de investidores, o CEO da Disney, Bob Chapek, revelou o calendário de lançamento do Disney + em mais países, incluindo Portugal.

"O Disney+ vai começar por ser lançado no Japão em junho, seguido dos países nórdicos, da Bélgica, do Luxemburgo e de Portugal em setembro e a América Latina vai seguir-se a estes mais para o fim do ano", disse Bob Chapek.

A plataforma americana de vídeo on-line Disney+ foi lançada em março em sete países europeus, mas com uma velocidade de ligação reduzida em pelo menos 25% para não sobrecarregar o tráfego na Internet durante o atual período de quarentena geral. Os países de lançamento foram Alemanha, Áustria, Espanha, Irlanda, Itália, Reino Unido e Suíça.

O Disney+ já estava disponível desde novembro na Holanda, onde foi lançado ao mesmo tempo que nos EUA e no Canadá, antes de desembarcar na Nova Zelândia, na Austrália e em Porto Rico.

Com esta plataforma de conteúdo familiar, a Disney posiciona-se para ser líder no setor de streaming, onde rapidamente se estabeleceu, com dezenas de milhões de assinantes em alguns meses.

A gigante americana possui um catálogo bem abastecido, com filmes da saga "Star Wars", séries da Marvel, "Frozen", filmes da Pixar, "Os Simpsons", sem esquecer clássicos como "Branca de Neve" e "Cinderela".

Com uma assinatura fixada em 6,99 euros por mês, a plataforma deverá rivalizar com a Netflix.

O que aí vem no Disney+

Disney+: subscritores reportam problemas técnicos após lançamento da plataforma de streaming

O mercado de streaming, dominado pela Netflix e 140 milhões de assinantes, é hoje em dia o passo inevitável dos grupos de media e tecnológicos. A Amazon também está presente com a Prime Video, e a Apple também lançou a sua própria plataforma, a Apple TV+.

Está previsto que a WarnerMedia (anteriormente Time Warner), comprada pela operadora de telecomunicações AT&T, se lance também na competição, e que a NBCUniversal (grupo Comcast) o faça também.

O catálogo Disney+ arrancou com mais de 500 filmes (incluindo todos os da Pixar) e 7500 episódios de televisão. Reunidos estão os títulos da Disney, Pixar, Marvel, "Star Wars" e National Geographic, além do catálogo orientado para toda a família da 20th Century Fox, nomeadamente "Música no Coração", "A Princesa Prometida" e a série "Malcolm in the Middle" ("A Vida é Injusta" em Portugal).

Os títulos destinados a um público mais adulto ficarão para o serviço Hulu.

Estrela da nova versão de

Ao longo primeiro ano do Disney+ serão lançadas mais de 25 séries e 10 filmes originais, além de documentários e programas especiais. A Disney investirá mais de mil milhões de dólares em produção original em 2020, valor que ultrapassará os dois mil milhões em 2024, o primeiro ano em que está previsto o serviço dar lucro.

"The Mandalorian", a série "Star Wars" de 10 episódios realizada por Jon Favreau ("Homem de Ferro", "O Livro da Selva), que aborda histórias após "O Regresso de Jedi" (1983) e já se tornou um fenómeno de popularidade em parte devido à presença do irresistível Baby Yoda é um dos destaques do catálogo do serviço de streaming e tem já uma segunda temporada confirmada para o outono.

Entre as apostas formalmente anunciadas está ainda uma prequela de "Rogue One" centrada na personagem de Cassian Andor (Diego Luna), a lançar no segundo ano do serviço. A nova temporada de "Star Wars: The Clone Wars" também será exclusiva do Disney+ durante o primeiro ano.

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Uma série animada à volta de vilãs clássicas da Disney, como Ursula de "A Pequena Sereia" junta-se à já anunciada "Monsters at Work", a sequela em formato de série de "Monstros & Companhia", com Billy Crystal e John Goodman a regressarem como as vozes de Mike e Sullivan (primeiro ano).

Já com o lançamento chegou outra série relacionada com "Toy Story", intitulada "Forky Asks a Question" (Forky é uma nova personagem de "Toy Story 4", que estreou nos cinemas no verão de 2019) e no primeiro ano "Lamp Life", uma curta à volta da personagem Bo Peep da mesma saga.

Também desde o lançamento está disponível nos Estados Unidos "SparkShorts", o nome de uma série de curtas de animação da Pixar destinadas a descobrir talentos e explorar novas técnicas.

No mundo da Marvel, além de "What If…?", a sua primeira série de animação, prevista para o primeiro ano, estão a ser preparadas mais quatro centradas em personagens do seu Universo Cinematográfico, três das quais foram anunciadas: no primeiro ano chega "Falcão & Soldado de Inverno”, com Anthony Mackie (Sam Wilson, o Falcão) e Sebastian Stan (Bucky Barnes, o Soldado de Inverno); no segundo ano será a vez de "Loki", com Tom Hiddleston; e "WandaVision", à volta da Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) e Visão (Paul Bettany). A quarta série, ainda sem título, será com Jeremy Renner como Clinton Barton, o Hawkeye.

Outras produções originais são as séries "High School Musical: The Musical: The Series" e "Diary of a Female President" (primeiro ano), que tem Gina Rodriguez ("Jane the Virgin") envolvida na produção, o documentário "The World According to Jeff Goldblum" (aquando do lançamento) e "Into the Unknown: Making Frozen 2", a primeira vez que a Disney deixou as câmaras registarem em todos os detalhes o processo de criação de uma longa-metragem de animação.

Nos filmes exclusivos, as apostas vão para "A Dama e o Vagabundo" (1955), novas versões de "A Espada Era a Lei" (1963) e "Três Homens e Um Bebé" (1987), além de uma adaptação dos livros "Timmy Failure" (realizado por Tom McCarthy, de "O Caso Spotlight), "Noelle" (com Anna Kendrick), "Togo" (com Willem Dafoe), "Stargirl" (com Grace VanderWaal) e a animação "The Phineas and Ferb Movie" (título provisório), baseada na série televisiva.

Estão disponíveis também todas as 30 temporadas da série "Os Simpsons" .

O Disney + funcionará numa ampla gama de dispositivos, incluindo consolas de jogos, aparelhos de "streaming" e "smart TVs". Também se ajustará à melhor experiência de visualização de alta definição baseada na largura de banda disponível do subscritor, com suporte para reprodução vídeo HDR 4K.

Significativamente, vai ser possível fazer o "download" para que todo o conteúdo possa ser visto pelos subscritores "offline".

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