"Dark", "Elite", "La Casa de Papel", "The Rain" e "3%" são algumas das produções locais da Netflix que conquistaram milhares de fãs um pouco por todo o mundo. No futuro, o caminho do serviço de streaming vai continuar a ser o mesmo: investir em produções locais com alcance mundial, garantiu Greg Peters, chief product officer em conversa com os jornalistas na Web Summit, em Lisboa.

E para provar as suas palavras, o responsável de produto do Netflix apresentou ainda na cimeira algumas novidades. "Ragnarok", nova série original norueguesa sobre amadurecimento inspirado na mitologia nórdica, e "Alma", drama sobrenatural  espanhol, são duas das novidades que se vão juntar ao catalogo em breve.

"Grandes histórias aparecem em toda a parte e podem viajar para qualquer lugar, desde que usemos a tecnologia para apresentar a história certa à pessoa certa e fazer disso uma grande experiência", frisou Greg Peters.

E Portugal está debaixo de olho da Netflix? "Em geral, estamos abertos a séries oriundas de toda a parte, estamos constantemente à procura de uma grande história de Portugal e de outros territórios", sublinhou, explicando que não há "nada para anunciar neste momento".

Na Web Summit, a Netflix apresentou ainda os trailers de "1983" (primeira série original polaca da Netflix com estreia mundial marcada para 30 de novembro) e de "Dogs of Berlin", a segunda série original alemã com estreia marcada para 7 de dezembro.

"Isto não são apenas boas notícias para os subscritores da Netflix. Quanto mais comunidades criativas e criadores de histórias possam encontrar novas audiências, mais o mundo se abrirá para ouvir novas narrativas e perspectivas diferentes. Através da Netflix, e de todas as outras opções de entretenimento, nunca houve uma época melhor para ser um criador ou um consumidor de grandes filmes e programas de televisão", acrescentou na sua apresentação na Web Summit.

Em conversa com os jornalistas, o responsável lembrou ainda que a Netflix abriu um centro de produção em Madrid. "É um investimento de longo tempo", explicou, acrescentando que a aposta no presente é em conteúdos locais. "Mas haverá oportunidades para outras produções europeias lá", avançou.

A produção internacional da Netflix "é uma oportunidade", disse, apontando que as empresas de Hollywood já produzem conteúdos há muito tempo e em inglês. Agora esta "nova oportunidade que ainda não foi alavancada" traduz-se no conceito de "encontrar histórias que não sejam em inglês, de Hollywood", prosseguiu, sublinhando que a Netflix tem mostrado que é possível ter sucesso com filmes noutras línguas.

"Temos agora as ferramentas para fazer isso de uma forma que nunca foi feita. Quão grande é isso? Acredito que há um futuro não muito distante onde haverá mais originais internacionais que originais de Hollywood, não vejo razão para que tal não aconteça", salientou Greg Peters.

Isso é "super estratégico" para a Netflix, prosseguiu, apontando que mais de metade dos membros da plataforma de 'streaming' estão fora dos Estados Unidos e esta aposta é uma forma de refletir a diversidade da sua audiência.

Para o futuro, Greg Peters garantiu ainda que a Netflix quer tornar o acesso mais acessível, estando a ser estudada a hipótese da criação de um novo plano com preços mais baixos. O responsável adiantou também que o serviço de streaming irá apostar em conteúdos interativos.

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