A espera acabou e as portas do Palácio de Buckingham voltam a abrir para o grande público. Esta quarta-feira, dia 9 de novembro, estreia-se na Netflix a quinta temporada de "The Crown", uma das séries mais aclamadas do serviço de streaming e que, temporada após temporada, tem conquistado novos fãs por todo o mundo.

Tal como aconteceu nas temporadas anteriores, os novos episódios vão contar com um elenco totalmente renovado. Para promover os novos capítulos da série, Imelda Staunton (Isabel II), Jonathan Pryce (Príncipe Filipe), Elizabeth Debicki (Princesa Diana), Dominic West (Príncipe Carlos), Lesley Manville (Princesa Margarida) e Jonny Lee Miller (John Major) interromperam as gravações da sexta temporada e juntaram-se para uma conferência de imprensa virtual, onde o SAPO Mag marcou presença.

"Estamos bastante entusiasmados. É uma semana de trabalho para mim - estou a filmar de manhã -, mas acho que estamos muito entusiasmados porque nos sentimos extremamente orgulhosos de fazer parte da série e orgulhosos do que fizemos nesta série", começa por frisar Imelda Staunton, atriz que veste a pele da Rainha Isabel II, substituindo Olivia Colman. "Também estou ansioso por ver tudo. Não vi tudo, ao contrário de muitos jornalistas de todo o mundo, mas estou ansioso para ver o quão bem me saí", graceja Jonathan Pryce.

The crown quinta temporada

"Quando se pode estar numa série realmente bem feita a todos os níveis... é de alto calibre em todos os departamentos. Estou feliz e entusiasmado", confessa Jonny Lee Miller. "É simplesmente entusiasmante fazer parte de um trabalho com tanta qualidade", frisa.

Os novos episódios centram-se num dos maiores desafios que a família real enfrentou, quando o público começou a questionar o seu papel na Grã-Bretanha da década de 1990. Ao longo da temporada, à medida que a Rainha Isabel II se aproxima do 40.º aniversário da sua ascensão ao trono, reflete sobre o reinado que viu nove primeiros-ministros, o advento da televisão e o crepúsculo do Império Britânico.

"Mas novos desafios aguardam no horizonte. O colapso da União Soviética e a transferência de soberania de Hong Kong sinalizam uma mudança fraturante na ordem internacional, que traz consigo obstáculos e oportunidades... mas as convulsões também se sentem internamente", resume a Netflix.

Veja o trailer:

Já o príncipe Charles (Dominic West) pressiona a mãe para que esta autorize o divórcio de Diana (Elizabeth Debicki), o que espoletaria uma crise constitucional da monarquia. À medida que marido e mulher são vistos a levar vidas cada vez mais separadas, os rumores circulam febrilmente, e o intenso escrutínio mediático leva Diana a decidir tomar o controlo da sua narrativa, quebrando o protocolo familiar para publicar um livro que mina o apoio público a Charles e expõe as fissuras na Casa de Windsor.

Mas esse não é o único motivo de tensão, pois Mohamed Al Fayed (Salim Daw) entra em cena. Movido por um desejo de ser aceite pela nata da sociedade, ele tira partido da fortuna e do poder que acumulou a pulso para com eles conseguir um lugar à mesa da realeza para si e para o seu filho Dodi (Khalid Abdalla).

THE CROWN

Em resposta ao SAPO Mag, Dominic West, ator que veste a pele de Carlos, confessa que ainda tem bem presente na memória os acontecimentos que marcaram a família real nos anos 1990. "Foi uma grande recordação porque, ao contrário das anteriores, nomeadamente na primeira temporada, alguns de nós não tínhamos nascido. Eu tinha seis anos na época dos acontecimentos da primeira temporada e, por isso, foi recordar o que se passou nos anos 90", conta.

Jonny Lee Miller, que interpretada o primeiro-ministro britânico John Major, elogia a equipa de pesquisa de "The Crown": "O departamento de pesquisa é enorme e surpreendente. Têm cada vídeo, cada entrevista, cada pergunta que alguma vez quis fazer sobre a personagem, sobre a família Real... é um recurso gigante e com o qual só podemos aprender".

Para Lesley Manville, que veste a pele da Princesa Margarida, é "ótimo poder contar as histórias mais pessoais e privadas destas personagens". "De uma certa forma, estamos a humanizá-las", acrescenta a atriz em conversa com os jornalistas.

Nos novos episódios, a relação entre Diana e Carlos vai estar no centro da narrativa. Para Elizabeth Debicki, vestir a pele da "Princesa do Povo" é uma responsabilidade "Acho que estávamos todos nervosos porque é uma grande responsabilidade, mas temos o apoio de uma rede de pessoas que compreendem essa pressão e que querem que sejamos capazes de fazer o nosso melhor. É um grande desafio e foi um processo interessante para mim", conta.

THE CROWN

"Acho que estávamos e fazer a série é uma enorme responsabilidade mas, como estávamos a dizer, temos o apoio de uma rede pessoas. Foi um processo interessante para mim", conta Imelda Staunton. "As pessoas que acompanham a série, como dizia o Jonathan, têm um apego e memória, um sentido de propriedade, sobre as personagens e, de certa forma, não só dos atores que as interpretaram antes, mas também da sua memória viva e da história", lembra a atriz que interpreta Isabel II.

"Também ajuda sermos todos novos e, por isso, estamos a fazê-lo todos juntos. Acho que seria complicado se fosse o único a entrar numa série de longa duração", remata Jonathan Pryce, confessando que ficou a olhar para a história dos membros da família Real de outra forma. "Ao olhar para o Príncipe Filipe, fiquei mais consciente do tipo de homem que está atrás das manchetes. Ele foi, quase toda a sua vida, retratado como uma pessoa rabugenta e irritada, que diz coisas erradas... conhecer o homem atrás [das câmaras], mudou a minha opinião", conta,

"As vidas deles são das mais escrutinadas e publicitadas do mundo e, por isso, é difícil saber o que as pessoas já sabem sobre o Carlos. Mas esta temporada cobre uma época em que não teve má fama, mas porque se tratava de um divórcio. E há sempre os dois lados num divórcio e acho que os espectadores ouviram um ou outro. Espero que agora exista alguma perspectiva", acrescenta Dominic West.

E as audiências? Para Jonathan Pryce,"é inevitável que [a morte da rainha] afecte a percepção" do espectadores em relação à nova temporada e que os números possam subir. "Acredito que os números cresçam ainda mais. Depois da rainha morrer, os números de visionamento das temporadas subiram 500%. Não quero ser pomposo, mas acho que as pessoas poderão encontrar algum conforto em ver a rainha novamente", acredita o ator.

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