Desde o liceu que
Annette Bening se dedica às artes da representação, onde se estreou numa encenação de «The Sound of Music» em que interpretava o papel principal de Maria. Seguiu-se uma licenciatura em Artes Teatrais e um percurso de prestígio no teatro em San Francisco e Nova Iorque, antes de se estrear no cinema.

O primeiro filme em que participou, num papel secundário, foi a comédia
«Férias em Família», em 1988, ao lado de
Dan Aykroyd e
John Candy. Logo a seguir deu nas vistas às ordens de
Milos Forman em
«Valmont». Mas o papel que lhe valeu a entrada na primeira linha das actrizes de cinema, e que é ainda hoje um dos mais recordados da sua carreira, deu-se em 1990 com
«Anatomia do Golpe», um neo-noir de
Stephen Frears que valeu a primeira nomeação ao Óscar, como Melhor Actriz Secundária.

A seguir contracenou com
Harrison Ford em
«O Regresso de Henry» e com
Robert De Niro em
«Na Lista Negra» mas o filme que mais marcaria a sua vida foi
«Bugsy» (1991), ao lado de
Warren Beatty. Não só pela popularidade da película, nomeada a 10 Óscares, mas principalmente pela celebrada relação que a partir daí estabeleceu com o actor, que deixou por ela de ser um dos mais notórios mulherengos de Hollywood para assentar no papel de pai de família. Ainda hoje estão juntos, e têm quatro filhos.

A partir daí a carreira de Bening foi-se tornando mais irregular, até por conta da maternidade e das sucessivas gravidezes, mas os projectos de sucesso continuaram a somar-se.

Voltou a contracenar com Beatty em
«O Amor da Minha Vida» (1994) e deu nas vistas com papéis relevantes em
«Ricardo III» (1995),
«Uma Noite com o Presidente» (1995),
«Marte Ataca!» (1996) e
«Estado de Sítio» (1998).

Em 1999, co-protagonizou o filme mais premiado da sua carreira,
«Beleza Americana», que conquistou cinco Óscares, incluindo o de Melhor Filme, e lhe valeu a primeira nomeação à estatueta de Melhor Actriz, que perdeu para
Hilary Swank em
«Os Rapazes Não Choram». Menos sucesso teve a comédia
«De que Planeta És» (2000) mas o western
«Open Range - A Céu Aberto» (2003) voltou a reconciliá-la com a critica e o público.

Em 2005, voltou a ser uma das favoritas aos Óscar de Melhor Actriz por
«As Paixões de Júlia» mas voltou a perdê-lo para Hilary Swank, desta vez por
«Million Dollar Baby - Sonhos Vencidos».

Em 2006, o telefilme
«Mrs. Harris» valeu-lhe um Emmy e a actriz foi muito elogiada pelo seu papel em
«Recortes da Minha Vida». Após participar na comédia
«Mulheres!» (2008) e no drama independente
«Mother and Child», voltou a conquistar todos os elogios pelo papel principal de
«Os Miúdos Estão Bem», que já lhe valeu o Globo de Ouro e as mais diversas nomeações a prémios, incluindo uma quarta ao Óscar da Academia.

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