“O prémio da competição nacional vai para “Elo”, de Alexandra Ramires. Este filme coloca-nos reflexivamente numa posição onde oscilamos entre a sempre presente ideia de morte e simultaneamente a ideia redentora de pertença, de ciclo e de uno”, anunciou Margarida Cardoso.

A realizadora e argumentista foi um dos três elementos do júri do festival de cinema VistaCurta, organizado pelo Cine Clube de Viseu, e cujos vencedores foram anunciados no sábado numa cerimónia no auditório do Instituto Português da Juventude e Desporto, em Viseu.

“O prémio de competição local foi para ‘Bustarenga’, de Ana Maria Gomes, por esse humanismo e clareza de intenções, por esse fascínio e recuperação de uma memória geracional, hoje tão pouco valorizada”.

Os filmes recebem um valor de três mil euros de prémios, ou seja, o equivalente a 1.500 euros cada uma das curtas vencedoras que foram avaliadas pelo júri formado por Margarida Cardoso, Cristóvão Cunha, cineclubista, desenhador de luz e dinamizador cultural, e Zé Tavares, desenhador gráfico e ilustrador e cenógrafo.

Segundo o presidente do Cine Clube de Viseu, este ano, por causa da pandemia, o festival ficou “limitado a 11 [filmes], apesar de haver mais inscrições com um recorde, mas a duração de tempo em sala limitou ao número” de películas a exibir.

O festival VistaCurta, que começou no dia 27 e termina este domingo, dedicou, na edição deste ano, “um olhar especial” sobre a África Lusófona e teve como realizadores convidados Margarida Cardoso e Billy Woodberry, presencialmente, e Sol de Carvalho por videoconferência.

Dos realizadores convidados passaram “Mabata Bata” e “Monólogos com a história”, ambos de Sol de Carvalho, “A story from Africa”, de Billy Woodberry, “Yvone Kane” e “Understory”, de Margarida Cardoso.

O festival exibiu ainda “Num dia de vento, atira-se ao ar”, de Eva Ângelo, “O peculiar crime do estranho sr. Jacinto”, filme de animação de Bruno Caetano, e apresentado o novo de João Botelho, “O Ano da Morte de Ricardo Reis”, sobre o romance de José Saramago.

O filme convidado “O que Arde”, do cineasta franco-espanhol Oliver Laxe, inspirado nos incêndios rurais que marcaram a Galiza, encerra o festival na noite deste domingo, após a exibição, novamente, das duas curtas vencedoras deste ano.

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