Segundo um comunicado do recém-criado
Arte Institute de Nova Iorque, dirigido por Ana Ventura Miranda, «esta é a primeira vez que um evento deste tipo, envolvendo o cinema português, acontece nos Estados Unidos».

As exibições do
Festival de Curtas-Metragens Portuguesas decorrerão em simultâneo em Nova Iorque, nos Anthology Film Archives hoje, 2 de Junho, às 18h00, e no Union Square Park (North Pavilion), amanhã, 3 de Junho, às 19h30. Em Lisboa acontece no Auditório Carlos Paredes, às 22h30, com uma actuação de
Noiserv, e no Auditório da Universidade Lusófona, às 21h30.

As curtas-metragens são maioritariamente da autoria de «jovens realizadores já galardoados com prémios europeus importantes ou seleccionados para festivais como Cannes e ÉCU - Festival de Cinema Independente Europeu (o Sundance europeu)», refere o comunicado do Arte Institute.

Hoje serão exibidos, simultaneamente em Nova Iorque e em Lisboa, os filmes
«A Viagem», de Simão Cayatte,
«Vicky and Sam», de Nuno Rocha,
«Viagem a Cabo Verde», de José Miguel Ribeiro,
«Fotograma 23», de Victor Santos,
«Tejo», de Henrique Pina Francisco Baptista,
«Quando os Monstros vão Embora», de Bernardo Gramaxo,
«Broken Clouds», de Yuri Alves, e
«M.I.R.I.A.M», de Vhils x Orelha Negra Collaboration.

Amanhã vão passar «Alegoria dos Sentidos», de Nelson de Castro e Wilson Pereira,
«Dream Factory» e
«Muzar», de Pedro Pinto,
«A Corrida», de Rui Madruga e Catarina Carrola,
«Sinfonia dos Loucos», de Vasco Mendes,
«Smolik», de Cristiano Mourato,
«O Risco», de José Pedro Lopes,
«Cada mulher é um filme de amor», de Henrique Bento,
«Algo de Bom», de Rui Vieira,
«DOC Film», de Cristovão Peças,
«Comando», de Patrício Faísca e Sonat Duyar, e
«Momentos», de Nuno Rocha.

A actriz
Benedita Pereira é a cara deste festival, estando responsável pela sua apresentação em Nova Iorque. A portuguesa está em Nova Iorque a trabalhar e a viver já há muito tempo.

Fundado a 11 de Abril de 2011, o Arte Institute é uma organização sem fins lucrativos que pretende promover a arte e a cultura portuguesas.

Em entrevista à agência Lusa a 27 de Abril, Ana Miranda explicou que decidiu criar esta «espécie de Instituto Camões» para responder à invisibilidade da arte portuguesa nos Estados Unidos e à falta de apoios oficiais.

«Durante dois anos tentei de todas as formas chamar a atenção das autoridades e todas diziam que era uma complicação, era muito difícil de fazer, um projecto megalómano», disse a actriz, produtora, cineasta, jornalista e, mais recentemente, empreendedora cultural.

Assumindo-se como uma montra online para os artistas portugueses, o Arte Institute quer promover «todas as formas» artísticas, resume Ana Miranda, lamentando o «desconhecimento geral» sobre Portugal no seu país de adopção e na cidade pela qual diz estar apaixonada.

«Quando dizem que o Carnaval na tua terra é muito bonito ou [perguntam] de que parte de Espanha é que és, tem graça algum tempo. Ao fim de cinco anos, começa a ter pouca graça», referiu.

A jovem de 33 anos quer mostrar o Portugal «para além do fado» e a qualidade dos artistas portugueses. «Não é que seja muito patriota, tenho é um grande amor aos artistas e às formas de arte. (...) Quero que se veja que podemos ser um país muito pequenino, mas temos muita dinâmica, temos coisas que os outros não têm», considerou na altura.

SAPO/Lusa

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