Nicole Quinn e Xavier Garcia Puerto integram o júri do festival e defendem que a obra vencedora do Lince de Ouro para Ficção - cujo título se pode traduzir por "Imunda" - constitui "uma deslumbrante composição visual de suporte a uma história poderosa em que uma vítima se transforma numa sobrevivente pelos seus próprios meios".

"O filme demonstra notáveis competências cinematográficas por parte de uma realizadora tão jovem, que foi capaz de abordar a questão de uma forma adequada e única", defendem.

Também na categoria de Melhor Longa-Metragem de Ficção, o júri atribuiu menções honrosas a "Old Stone", de Johnny Ma (China), e "The Invisible Hand", de David Mácian (Espanha).

Já no que se refere a documentários, o melhor na categoria de longa-duração foi "The Road Movie", de Dmitrii Kalashnikov (Bielorrússia), que dá a conhecer uma Rússia diferente a partir das câmaras integradas no painel de instrumentos de diversos automóveis.

O prémio do público, por sua vez, foi para "Sacred Water", de Olivier Jourdain (Bélgica), na categoria de longas, e para "A Instalação do Medo", de Ricardo Leite (Portugal), nas curtas.

Foram ainda distinguidos outros quatro filmes na categoria de curtas-metragens: "Downside Up", de Peter Ghesquiere (Bélgica), como a melhor ficção; "Homeland", de Sam Peeters (Bélgica), como documentário; "Apocalypse", de Justyna Mytnik (Polónia), na rubrica de Experimental; e "Antarctica", de Jeroen Ceulebrouck (Bélgica), no que se refere a animação.

Pela mesma ordem de categorias, receberam menções honrosas as curtas: "A New Home", de Ziga Virc (Eslovénia); "Without Sun", de Paul de Ruijter (Holanda); "As The Jet Engine Recalls", de Juan Palacios (Espanha), e "Simba in New York", de Tobias Sauer (Alemanha); e ainda "Locus", de Anita Kwiatkowska-Naqvi (Polónia), e "Pussy", de Renata Gasiorowska (Polónia).

Já no que concerne aos filmes portugueses, o Grande Prémio Nacional foi atribuído à curta-metragem "Maria Sem Pecado", de Mário Macedo, sendo que o júri também concedeu menções honrosas a "Um Refúgio Azul", de João Lourenço, e "78.4 Rádio Plutão", de Tiago Amorim.

No FEST 2017 houve ainda distinções para duas secções competitivas ligadas ao ensino do cinema e à formação de novos públicos.

No caso da secção Nexxt, organizada em colaboração com grandes escolas de cinema mundiais, o vencedor foi "Bond", da realizadora húngara Judit Wunder.

No caso do Festinha, em que foram 826 crianças do público escolar a avaliar os 24 filmes especialmente selecionados para audiências infanto-juvenis, as escolhas desse jovem júri beneficiaram: "Lilou", de Rawan Rahim (Líbano); "Pas a Pas", de Charline Arnoux, Mylène Gapp, Florian Heilig, Mélissa Roux e Léa Rubinstayn (França); "Way of Giants", de Alois di Leo (Brasil); e "Schlboski", de Tomás Andrade e Sousa (Portugal).

A 13.ª edição do FEST começou em 19 de junho e termina esta segunda-feira. Teve em competição 142 filmes e incluiu também um programa de formação em que 30 oradores da indústria mundial do cinema partilharam os seus conhecimentos com cerca de 500 participantes.

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