Mais de 30 filmes vão ser exibidos em lugares históricos e culturais de Marvão (Portalegre) e Cáceres (Extremadura espanhola), na 7.ª edição do Festival Internacional de Cinema Periferias que abre no sábado, foi hoje divulgado.

O festival, a decorrer até ao dia 18 deste mês, volta a levar o cinema ao ar livre a aldeias e lugares históricos da raia luso-espanhola, numa iniciativa da Associação Cultural Periferias (Portugal) e Gato Pardo (Espanha).

A diretora do festival Periferias, Paula Duque, disse hoje à agência Lusa que a iniciativa está direcionada para temáticas como os direitos humanos, meio ambiente e arte.

"Queremos que seja um festival de reflexão e esperamos que o público adira a esta oferta cultural”, sublinhou.

O cinema produzido nos dois países continua a ocupar lugar de relevo no programa deste ano, que inclui obras de diferentes géneros, como documentário, ficção e animação.

Além dos filmes, o festival, que conta com o apoio do Orçamento Participativo de Portugal, vai promover concertos, exposições e debates.

“Este é um festival que está consolidado e que, na última edição, contou com a presença de mais de 4.500 pessoas, uma afluência espetacular. Podemos dizer que é uma oferta cultural que se afirma”, destacou Paula Duque.

Entre os palcos habituais e outros que se estreiam, o festival tem sessões marcadas para os castelos de Marvão e de Valencia de Alcántara, na província espanhola de Cáceres, na estação de comboios desativada de Beirã, em ruas e praças de vários centros históricos, nas ruínas da cidade romana de Ammaia ou, este ano pela primeira vez, na praça de touros de Santo António das Areias.

O festival marca também presença em Castelo de Vide, Fontanheira e Portagem e nas localidades espanholas de Cedillo, Zarza la Mayor e Malpartida de Cáceres, dando também a conhecer aspetos da história e do património dos sítios, através de visitas guiadas e passeios pedestres.

A abertura oficial do festival acontece no sábado, a partir das 21:30, no Castelo de Marvão, com a projeção do filme "Chuva é cantoria na aldeia dos mortos", de João Salaviza e Renée Nader Messora.

O filme, distinguido na edição deste ano do Festival de Cannes com o prémio especial do júri, foi rodado ao longo de nove meses numa aldeia indígena da tribo Krahô, no Brasil.

O programa do festival Periferias inclui ainda a pré-estreia de um documentário sobre o escritor moçambicano Mia Couto, "Sou autor do meu nome", da cineasta sueca Solveig Nordlund.

O nome de Mia Couto está igualmente associado, enquanto autor da história, ao filme Mabata Bata, do realizador moçambicano Sol de Carvalho, que será exibido no último dia do festival, em Galegos, no concelho de Marvão.

Além do Orçamento Participativo de Portugal, o festival conta com os apoios do lado português, do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, do Programa Euroace (Alentejo, Centro, Extremadura), municípios de Marvão e Castelo de Vide, Direção Regional de Cultura do Alentejo, Comissão de Coordenação Regional do Alentejo e do Turismo de Portugal.

Do lado espanhol, os principais apoios são da Junta e da Filmoteca da Extremadura, Diputacion de Cáceres e do Ayuntamiento de Valencia de Alcántara.

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