Com direção do "infame realizador cuja vida foi alvo do 'biopic' de Tim Burton", em 1994, como a organização do MOTELX apresenta Ed Wood, "Plan 9 From Outer Space" é uma produção de baixo orçamento, estreada em julho de 1959, pioneira na combinação de extraterrestres e zombies, que se transformou num filme de culto, pela sua falta de qualidade.

"Em 2019 passam 60 anos sobre a sua estreia, e por isso o MOTELX preparou uma exibição desta obra, considerada pela crítica e pelo público como o pior ou um dos piores filmes de sempre", lê-se no comunicado.

Editado em Portugal com o título "A Morte Veio do Espaço", o filme fala de extraterrestres que querem evitar a destruição do sistema solar e, por isso, eliminam humanos, dando vida aos mortos.

O filme será exibido no próximo sábado, às 21:00, no Cinema São Jorge, com comentários do crítico Rui Alves de Sousa e dos escritores e argumentistas Rui Zink, Susana Romana e Tiago R. Santos, para falarem sobre "esta história fantasticamente medíocre e marcante da História do Cinema".

A 13.ª edição do MOTELX, que encerra no domingo, procura "assustar os espectadores perante as alterações climáticas", tendo em conta "o cinema de terror, como espelho das angústias humanas".

"O MOTELX deste ano acontece sob o signo desse fim do mundo iminente e reflete sobre os motivos da incapacidade humana em fazer face ao problema", lê-se na nota de intenções do festival, que decorrerá até domingo.

Da programação fará parte "Bacurau", produção brasileira de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, premiada no festival de Cannes, exibida em julho no Curtas Vila do Conde, e a "A Sombra do Pai", de Gabriela Amaral Almeida, "a única autora do novo terror brasileiro".

O MOTELX abrirá com a estreia de "Ma", de Tate Taylor, e encerrará com "Come to Daddy", de Ant Timpson.

Em Lisboa estará Jack Taylor, "'ator-fetiche' do cinema 'exploitation' espanhol dos anos 1960 e 1970", que trabalhou com Ridley Scott, Milos Forman e Roman Polanski.

A secção "Quarto Perdido" dedicará atenções ao cinema português com dois filmes 'slasher', um dos sub-géneros do cinema de terror: "O Construtor de Anjos" (1978), ficção do artista plástico Luís Noronha da Costa, e "Rasganço" (2001), de Raquel Freire.

Ainda na produção portuguesa, será estreada a longa-metragem "Faz-me Companhia", de Gonçalo Almeida, autor da 'curta' "Thursday Night", premiada em 2017 no festival e exibida no ano seguinte em Sundance (EUA).

Este filme estará em competição pelo Prémio MOTELX – Melhor Longa de Terror Europeia ao lado de "All the Gods in the Sky", de Quarxx, "Extra Ordinary", de Mike Ahern e Enda Loughman, "Finale", de Soren Juul Petersen, "Get In", de Olivier Abbou, "A Good Woman is Hard to Find", de Abner Pastoll, "The Hole in the Ground", de Lee Cronin, e "Why Don’t You Just Die!", de Kirill Sokolov.

A competição de curtas-metragens tem 10 filmes, e o vencedor ficará nomeado para o prémio europeu Méliès d’Or.

Haverá ainda uma sessão de 'curtas' portuguesas programada e apresentada pelo realizador João Pedro Rodrigues.

O programa deste ano inclui a presença do realizador norte-americano Ari Aster, que apresentará "Midsommar - O Ritual" em antestreia, e a celebração dos 40 anos de "Alien - O Oitavo Passageiro", de Ridley Scott, com a sua exibição.

Aproveitando o facto de ser a 13.ª edição e de coincidir, pela primeira vez, com uma sexta-feira 13, o festival fará uma sessão especial de "Sexta-feira 13", de Sean S. Cunningham.

Será ainda estreado "The Golden Glove", do realizador alemão Fatih Akin, exibido no festival de Berlim.

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