Apesar das boas críticas da imprensa francesa que recebeu durante o festival Cinema du Réel, uma das principais mostras de cinema documental em França, o filme de Tiago Hespanha acabou por não receber qualquer distinção do júri.

O filme português, que teve estreia mundial nesta competição, foi rodado durante um ano e meio no Campo de Tiro de Alcochete (Setúbal), mas não é um registo documental de um qualquer treino de militares das Forças Armadas.

"Fiquei a perceber que naquele lugar, além de toda a atividade militar que existe ali, havia toda uma outra série de atividades não militares que coincidiam no espaço - de lazer, de ciência - e essa mistura e proximidade fez-me começar a pensar num filme que fosse uma espécie de viagem por estes diferentes universos", disse o realizador à agência Lusa antes da estreia em Paris.

Na competição de 'longas' do 'Cinéma du Réel', em que participaram 13 outros filmes, foi também distinguido "This Side of History" de John Hulsey, com o prémio "Prix International de la Scam".

Nas curtas metragens, ganhou "The Dog’s Eye" de Laure Portier e no cinema jovem foi distinguido Eloy Domínguez Serén com o filme "Hamada"

No ano passado, Leonor Teles venceu o "Prix International de la Scam" com a longa-metragem "Terra Franca". Em 2017, Ico Costa venceu o prémio de melhor curta-metragem com "Nyo Vweta Nafta" e, em 2010, Susana de Sousa Dias foi distinguida com o grande prémio com o documentário "48".

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