«Ponho-me a pensar a quantos milhares de horas de violência terá sido exposta uma criança que, no final, estimulada no consumismo e na violência, agarra uma arma de nove milímetros e desata a matar», questionou Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, ao anunciar um apoio financeiro do governo ao Sistema de Orquestras Juvenis e Infantis. Maduro lançou iniciativas de caráter cultural destinadas, principalmente, a crianças e adolescentes «para que a fábrica antivalores criada pela violência seja encerrada».

O presidente sublinhou que viu recentemente com a sua mulher, Cilia Flores, o filme «Homem-Aranha 3». «Desde que começa até que termina são mortos e mais mortos. E é uma das séries de que as crianças gostam mais», referiu, «porque são personagens que atraem, a figura, as cores, os movimentos», acrescentando que «tanto assim que é que começámos a ver o filme e só acabámos por volta das quatro da manhã».

A Venezuela é considerada um dos países mais perigosos da América Latina, assolado por uma grande onda de criminalidade. Segundo dados do governo, em 2012 foram registrados mais de 16.000 assassinatos e no primeiro trimestre de 2013 foram 3.400.