Em agosto de 1995, "Gangsta’s Paradise" e "Mentes Perigosas" foram um fenómeno da cultura pop nos EUA.

O filme dominou as bilheteiras e a canção e o videoclip com Coolio e Michelle Pfeiffer sentados numa divisão quase às escuras, passavam incessantemente na rádio e MTV, ajudando a mudar a perceção de que o rap era apenas uma linguagem violenta e obscena.

Baseado num livro autobiográfico de LouAnne Johnson, uma antiga marine que se tornou professora de uma turma formada principalmente por miúdos negros e latinos num problemático liceu na Califórnia, "Mentes Perigosas" foi mal recebido pelos críticos, que o acharam estereotipado, simplista, previsível, forçado e "mais um a perpetuar o mito do "salvador branco"".

No entanto, existiu algo que nem mesmo os maiores detratores puderam ignorar: então como agora, o retrato sem concessões à lágrima fácil de Michelle Pfeiffer como a dura professora de casaco de cabedal permanece uma aula de representação inatacável.

As críticas foram ignoradas: o retrato da atriz, a história de triunfo no meio da adversidade e a enérgica presença e autenticidade de alguns jovens atores, poucos com experiência profissional, causaram um profundo impacto no público americano.

Terá sido algo tão evidente que os produtores Don Simpson e Jerry Bruckheimer, bem como os responsáveis do estúdio, inteligentemente decidiram cortar toda uma sub-história romântica envolvendo a professora e uma personagem a cargo de Andy Garcia.

"Mentes Perigosas" permanece o maior sucesso de Michelle Pfeiffer enquanto protagonista principal. E apesar das queixas pelo tratamento que Hollywood deu à sua história, verdadeira Johnson admite: "Choro sempre que o vejo. Acho que inspirou muitas pessoas. Posso choramingar pelas alterações, mas no todo teve um bom efeito".

Descubra o que aconteceu aos principais responsáveis pelo sucesso do filme.

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