Philip Seymour Hoffman (41 anos) já tem um Óscar de Melhor Actor no currículo, por
Capote, em 2005, a que se seguiu, dois anos depois, uma nomeação para o troféu de Melhor Actor Secundário por
Jogos de Poder.

Com uma longa e importante carreira no teatro, Hoffman deu nas vistas no cinema pela primeira vez em 1992 como o estudante mesquinho de
Perfume de Mulher.

Seguiram-se diversos papéis secundários em filmes de prestígio, a que deu um brio e uma veracidade que não poucas vezes eclipsou as interpretações dos actores principais.

Nesse registo, trabalhou em quase todos os filmes de Paul Thomas Anderson (
«Hard Eight»,
Boogie Nights – Jogos de Prazer,
Magnolia,
Punch-Drunk Love – Embriagado de Amor), bem como em obras de realizadores de prestígio como Spike Lee (
A Última Hora, Joel e Ethan Coen (
O Grande Lebowski), David Mamet (
State and Main), Cameron Crowe (
Quase Famosos), Anthony Minghella (
O Talentoso Mr. Ripley e
Cold Mountain) e Todd Solondz em
Happinness – Felicidade), este último uma das suas mais emblemáticas e corajosas interpretações.

Mas apesar dos pergaminhos artísticos, Hoffman não virou as costas ao cinema mais comercial, como é visível nas suas prestações em «blockbusters» como
Tornado,
Missão: Impossível III e
Dragão Vermelho.

Porém, só mais recentemente, a qualidade do seu trabalho o ajudou a encontrar papéis de protagonista à sua altura, em fitas como o já referido «Capote»,
Os Savages e
«Synecdoche, New York».

O papel considerado secundário em
Dúvida, pelo qual está este ano nomeado ao Óscar, é também, na verdade, um papel de co-protagonista, a que ele, de resto, já tinha dado vida no teatro.

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