"Ghost in the Shell" custou 110 milhões de dólares e a sua estreia nos EUA ficou-se pelos 19 milhões. Pior, foi batido nas bilheteiras por um filme de animação chamado "The Boss Baby".

Não há forma de maquilhar: os resultados são uma desilusão e a única forma de evitar ser um dos grandes 'flops' de 2017 é se os espectadores fora dos EUA o forem ver em massa.

E Portugal não vai contribuir pois só foram vendidos 33.580 bilhetes nos primeiros quatro dias de exibição a partir de um lançamento gigantesco em 82 salas.

O estúdio responsável pelo filme tenta agora perceber o que correu mal e reconhece que a polémica racial com a escolha de Scarlett Johansson para o papel de Major, encarado como asiático, pode ter tido impacto.

A atriz ainda tentou separar o seu casting da tradição de Hollywood em escolher atores brancos para personagens de outras etnias, defendendo que a personagem em "Ghost in the Shell" não tinha raça específica porque a ciborgue "essencialmente não tem identidade', mas ainda foi acusada de hipocrisia por parte de uma organização.

"Tínhamos esperança de melhor resultados a nível interno. Acho que o debate sobre o casting teve impacto nas críticas ao filme", afirmou Kyle Davies, o responsável pela distribuição da Paramount.

"Temos um filme que é muito importante para os fãs porque se baseia num filme de anime japonês. Portanto, estamos sempre a tentar enfiar a agulha entre honrar o material de origem e fazer um filme para o grande público. Isso é um desafio, mas claramente as críticas ao filme não ajudaram", reforçou este importante responsável do estúdio sobre o tom de desilusão em muitas das apreciações ao filme.

A dissonância junto dos fãs entre a personagem e Scarlett Johansson começou assim que ela foi anunciada para o filme e saiu reforçada com a primeira fotografia.

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