No novo podcast Video Archives, que Quentin Tarantino partilha com o seu amigo de longa data Roger Avary, o autor de “Sacanas em Lei” falou de forma entusiasmada de “Top Gun: Maverick”, o maior fenómeno de bilheteiras de 2022, sequela de um dos filmes mais emblemáticos da década de 80, “Top Gun: Ases Indomáveis”. E, apesar do receio que tinha sobre uma sequela ao filme mais célebre de um dos seus realizadores favoritos, Tony Scott, falecido em 2012, não hesitou em dizer “I fucking love “Top Gun”, the Maverick movie”.

“Normalmente eu não falo muito sobre filmes novos porque sou forçado a dizer só coisas boas”, disse o realizador, que abriu uma excepção neste caso. “Achei que era fantástico. Vi-o no cinema. (…) Como diz o nosso bom amigo comum Brett Easton Ellis, esse e o “West Side Story” do [Steven] Spielberg são ambos um verdeiro espetáculo cinematográfico, do tipo que eu quase achei que não ia voltar mais a ver. Foi fantástico.”

Tarantino sempre foi um fã de Tony Scott, que foi o realizador de um dos seus primeiros argumentos, “True Romance - Amor à Queima-Roupa”. E confessa que falou com Tom Cruise sobre a sequela. “Eu perguntei-lhe “Como é que se faz o “Top Gun” sem o Tony Scott? E ele disse “Eu sei. Repara, eu sei. Tens razão. Foi por isso que disse “Não”. Disse “Não” estes anos todos por essa mesma razão, [mas] nós descobrimos uma maneira. Inventámos uma boa história”.”     

Na opinião de Tarantino “há este lado adorável porque eu adoro tanto o cinema do Tony Scott, e adoro tanto o Tony que [o “Top Gun: Maverick”] é o mais próximo que alguma vez vamos chegar de ver mais um filme do Tony Scott”, acrescentando que o realizador Joseph Kosinski “fez um excelente trabalho. O respeito e o amor pelo Tony estavam em cada fotograma. Estavam quase em todas as decisões. Estavam mesmo lá conscientemente, mas de uma maneira muito “cool” que também era bastante respeitosa. E também acho que estavam em cada decisão que o Tom tomo no filme”.

Em relação à curta participação de Val Kilmer no filme, retomando a personagem de Iceman que interpretara no original, Tarantino assume que “foi quase demasiado gratuita, mas funciona… É um pouco como o Charlie Chaplin a morrer em palco na última cena do “Luzes da Ribalta”… mas funciona. Estamos à espera daquilo e o raio da cena funciona”.

As declarações foram feitas no podcast “The VIdeo Archives”, que Tarantino partilha com Roger Avary, com quem trabalhou no clube de vídeo do mesmo nome em Manhattan Beach na década de 80, e com quem partilhou o Óscar de Melhor Argumento Original por “Pulp Fiction” referente a 1994.

“Top Gun: Maverick”, realizado por Joseph Kosinski e protagonizado por Tom Cruise, é o maior sucesso de bilheteiras de 2022, com mais de 1,3 mil milhões de dólares nas bilheteiras de todo o mundo.

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