Hollywood ainda recupera das revelações dos últimos cinco meses de alegados assédios sexuais, abusos e violações, envolvendo Harvey Weinstein, Kevin Spacey, Brett Ratner e outras personalidades, que estiveram na origem do movimento coletivo #MeToo e do projeto Time’s Up, destinado a apoiar a luta contra o assédio sexual e a promover o debate sobre a discriminação.

A cerimónia dos Óscares trouxe para o tema para primeiro plano com a presença em palco de Ashley Judd, Salma Hayek e Annabella Sciorra, três das mulheres que quebraram o silêncio.

As três fizeram a introdução a um clip que misturou filmes que representam a diversidade e os depoimentos de homens e mulheres, a defender a igualdade e a diversidade em Hollywood.

Veja o momento:

Ashley Judd aceitou dar a cara como uma das vítimas na reportagem de 5 de outubro do jornal The New York Times que acusava Harvey Weinstein, fundador da Miramax e um dos produtores mais famosos de Hollywood, de praticar assédio sexual durante quase três décadas.

Algumas semanas mais tarde, Salma Hayek escreveu um longo depoimento a relatar a sua experiência de assédio também envolvendo o produtor durante a produção de "Frida".

Já Annabella Sciorra, atriz conhecida por “A Febre da Selva”, “Os Viciosos” e a série “Os Sopranos”, acusou-o de a ter violado no início dos anos 90, o que a fez cair em depressão e deixar de trabalhar.  Quando regressou, Weinstein voltou a assediá-la durante vários anos.

O produtor de 65 anos renunciou à sua posição no estúdio The Weinstein Company depois do escândalo ter explodido, mas nega qualquer acusação de violação. Está a ser investigado pela justiça dos Estados Unidos e do Reino Unido.

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