O francês Pascal Chaumeil tem longa carreira como assistente de direção e conseguiu enorme sucesso em 2010 com a sua estreia como realizador com o encantador «O Quebra Corações», com Romain Duris e Vanessa Paradis. «Um Plano Perfeito», que chegou agora às salas de cinema portuguesas, é o seu segundo filme, uma comédia romântica protagonizada por Diane Kruger e Dany Boon. Ela interpreta uma rapariga que está prestes a casar com o namorado mas que resolve dar um passo atrás devido a uma maldição de família que garante que o primeiro casamento de todas as mulheres está sempre destinado ao divórcio e que a felicidade só se encontra ao segundo. Assim, a estratégia que ela adopta é encontrar um estranho pouco inteligente, casar com ele, divorciar-se logo a seguir e depois casar com o homem amado. Só que quem lhe calha em sorte é um escritor de guias de viagem (Boon) e nada lhe vai sair como previsto.

O sucesso de «O Quebra Corações»
«Foi a primeira longa-metragem que realizei e foi um sucesso que superou todas as expectativas. Logo nessa altura, a Universal comprou os direitos para fazer um «remake» em Hollywood. O Paul Feig estava envolvido como realizador e o Hugh Jackman como ator, mas a coisa acabou por não seguir em frente. Nos EUA, parece que esse processo é normal: numa dada altura tudo está pronto a arrancar, depois cai tudo por terra e volta-se à estaca zero, e três ou quatro anoas depois o interesse volta a renascer e a coisa recomeça. Nesta altura, não lhe sei dizer se o «remake» se fará ou não, vamos lá a ver».

Projeto de produtor
«Na verdade, o «Um Plano Perfeito» é um pouco um filme de produtor. Ele foi produzido e escrito pelo Laurent Zeitoun e também pelo Yohan Gromb, que já tinham escrito «O Quebra Corações». Inicialmente, foi desenvolvido com outro realizador, porque eu estava com outro projecto com o Romain Duris, que teve de parar quando a Marion Cotillard ficou indisponível. Por isso, quando este filme chegou até mim, o argmento já estava muito avançado e a escolha do Dany Boon e da Diane Kruger já estava fechada. Mas como conhecia o trabalho dos dois e gostei do guião, fiquei muito contente com o trabalho. E foi uma rodagem muito dinâmica e divertida».

Dany Boon e Diane Kruger

«Falei com eles antes de aceitar o projeto e correu tudo muito bem. O Dany Boon era fã do «Quebra Corações» e aceitou o projeto mal leu o argumento, e a Diane Kruger é fantástica, tem um «timing» de comédia formidável. É incrível pensar que esta é a primeira comédia romântica que ela faz».

De África a Moscovo
«Tivemos a sorte de ter um orçamento confortável por isso pudemos mesmo ir filmar a Moscovo e ao Quénia, com os verdadeirso masai. E isso nota-se no filme, porque aquilo não se limite a pequenos planos de cirscuntância feitos por uma segunda equipa para disfarçar. Nós levámos mesmo lá os atores e rodámos nos locais. Claro que nem tudo foi tão divertido como parece, houve sítios em África a que só se chegava caminhando durante 25 minutos».

A seguir, filmar em inglês
«Acabei de terminar a adaptação do livro «A Long Way Down», do Nick Hornby [entretanto antestreado no Festival de Berlim]. É o meu primeiro filme falado em inglês e é a história de um encontro entre quatro pessoas que se querem suicidar, que não se conhecem e se encontram no topo do edifício de onde planeavam saltar. É uma comedia dramática, sobre pessoas que sofrem e amizades que nascem. E tem um óptimo elenco, com gente como o Pierce Brosnan, a Toni Collette, a Imogen Poots e o Aaron Paul».