No local encontram-se cerca de uma centena de alunos e professores, e também alguns pais, que exigem falar com o ministro da Educação, Nuno Crato, alegando não terem responsabilidades no estado de degradação do edifício onde funciona a Escola de Música.
“Queremos ver resolvida toda esta situação das questões de segurança, das obras que já se arrastam há alguns anos. Queremos falar com Nuno Crato, não queremos resposta através de nenhum papel”, disse à agência Lusa Bruno Cochat, professor no Conservatório.
Além dos cadeados na porta, estão colocados nas janelas do edifício cartazes onde se podem ler mensagens como: “Eu sou Conservatório Nacional”, “Temos o direito de estudar música sem levar com um tijolo na cabeça”, “Não deixem a nossa casa desmoronar” ou “Só queremos ter aulas em segurança”.
Uma vistoria da Câmara Municipal de Lisboa ao edifício da EMCN obrigou na segunda-feira, por questões de segurança, ao encerramento de dez salas, o que fez com que os alunos ficassem sem algumas aulas.
A ENCM fora notificada a 30 de janeiro pela Câmara de Lisboa, após uma vistoria ao edifício, de que teria de encerrar, a partir de 16 de fevereiro, dez salas de aulas por questões de segurança, disse à Lusa a diretora daquele estabelecimento de ensino.
No final da passada semana, o Ministério da Educação garantiu à Lusa já ter autorizado a direção da Escola de Música do Conservatório Nacional (EMCN) a desencadear os procedimentos necessários para poder reabrir as dez salas.
A diretora da ENCM, Ana Mafalda Pernão, confirmou na segunda-feira à Lusa ter sido autorizada a “pedir três orçamentos” para a realização de obras, mas garantiu que “não chega”.
Em dezembro, a escola encerrou o pátio do edifício, onde “caíram pedaços de friso”, sendo que, já no mês anterior, a Assembleia Municipal de Lisboa tinha discutido um relatório elaborado pelos deputados da comissão de Cultura, após uma visita à EMCN, no qual alertavam para as más condições do edifício.
Na ocasião da elaboração do relatório, a diretora da escola e a associação de pais escreveram uma carta ao ministro da Educação a pedir uma “intervenção urgente” no edifício, que já tinha atingido um “estado de insustentável degradação”.
@Lusa
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