Videoclip de "Letting the Cables Sleep" (2000):

Por alturas de "The Science of Things" (1999), o pós-grunge já era coisa mais do que mastigada e sinónimo de um rock FM mal disfarçado, com expoentes máximos em discos de bandas como os Creed, 3 Doors Down ou Nickelback, que faziam a obra dos Bush passar por genial. Inspirada pelas experiências de "Deconstructed" (1997), disco de remisturas, a banda de Gavin Rossdale apostou em traços mais eletrónicos, mas deixando espaço suficiente para as guitarras voltarem a chamar os adeptos - e atirando "The Chemicals Between Us" ou "Letting the Cables Sleep" para a lista de singles bem sucedidos.

O que se seguiu parecia encaminhá-los para um beco sem saída: em 2001, "Golden State", o quarto disco, serviu mais do mesmo e um ano depois a banda separou-se, o que não a impediu de editar um best of e um álbum ao vivo mais para a frente. Só faltava mesmo o concerto de reunião e a gravação de um novo disco, depois de os seus elementos se envolverem noutros projetos (Rossdale, por exemplo, formou os Institute e tentou uma carreira de ator), que ocorreram em 2010 e 2011, respetivamente.

E isto traz-nos a "The Sea of Memories", o álbum mais recente, que os Bush apresentam este domingo em Lisboa (com mudanças de formação que incluem um novo baixista e guitarrista). Numa altura em que os regressos de bandas dos anos 90 são cada vez mais habituais, este tem a vantagem de devolver os Bush ao território que, de acordo com muitos fãs, é o que mais os valoriza: o palco. Até porque o isco para o concerto do Coliseu dos Recreios nem será tanto o novo disco, mas a assinalável coleção de hits que o grupo foi amealhando na década do grunge. Posto isto, será que as camisas de flanela ainda servem?

Os Bush atuam a 2 de setembro no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, a partir das 22 horas. As portas abrem às 20h30 e os bilhetes variam entre os 25 (plateia) e os 30 euros (camarotes).


@Gonçalo Sá

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