Em palco, a banda rock vive dessa "performance com o público", mas como o concerto é num auditório, para gente sentada, é possível que a atuação seja mais de "transposição das músicas do disco como se as estivessem a ouvir num sofá em casa".

"Pesar o sol", já apresentado em dois concertos em Lisboa e no Porto, foi editado em janeiro, e o grupo seguirá agora para uma digressão pelo país e em salas pequenas.

Este é o segundo álbum dos Capitão Fausto e as canções - como "Maneiras más" e "A célebre batalha de Formariz" - foram gravadas no verão de 2012, ainda o grupo andava a digerir a atenção dada ao primeiro álbum, "Gazela", lançado no final de 2011.

"Foi a euforia de trabalhar em grupo que nos precipitou para gravar algumas ideias, mas o resto demorou mais, para fazer as letras e sobretudo para as escolhas estéticas e de gravação, sobre a forma de captação [do som] que queríamos para este álbum e que não tínhamos tudo com o outro", explicou Tomás Wallenstein.

A estética dos Capitão Fausto aproxima-os do psicadelismo e do rock dos anos 1960 e 1970, nas vocalizações, no tratamento que foi dado às guitarras e à bateria.

Apesar ter passado mais de um ano desde a escrita das canções, "Pesar o sol" não é um álbum obsoleto, porque o quinteto vai adaptando "os arranjos à medida que vão soando melhor". "De facto, o disco define o que queríamos fazer no verão de 2012, regista um momento do passado, mas não queremos abandonar estas canções. Entre os 18 e os 28 anos parece que as coisa andam mais depressa, mas é interessante registar essa música [desse momento]", afirmou o vocalista à agência Lusa.

Os lisboetas Capitão Fausto, todos ainda a acabar estudos universitários, integram Tomás Wallenstein, Domingos Coimbra, Francisco Ferreira, Manuel Palha e Salvador Seabra.

@Lusa

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